Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Agricultura usa 92% da água doce do planeta

Imagem/google
Brasil é o quarto maior consumidor de água do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos, China e Índia

Pesquisadores afirmam que a agricultura, nos moldes de hoje, consome 92% da água no planeta, o que transforma a produção de alimentos e outros produtos em algo insustentável. O alerta foi dado pelo holandês Arjen Y. Hoekstra, criador da pegada hídrica - , indicador que mede o uso direto e indireto da água doce para se obter um produto alimentício ou qualquer outro bem consumível.

De acordo com o estudo de Hoekstra, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma pessoa consome, em média, 4.000 litros, de água por dia, incluindo toda a água necessária para a produção de alimentos e bens de consumo. No entanto, de acordo com estudo publicado esta semana, o consumo varia muito de país para país.

Entre as disparidades está no fato de um americano consumir mais do que o dobro da média global, enquanto que habitantes da China e Índia consomem pouco mais de 1000 litros. A pegada de água do consumidor médio é determinada principalmente pelo consumo de cereais (27%), carne (22%) e produtos lácteos (7%). O Brasil é o quarto maior consumidor de água – o brasileiro consome em média 3.780 litros de água por dia -, e também o quarto exportador de bens que mais necessitam de água.

A "pegada Hídrica da humanidade" mostra ainda que há a importação e exportação virtual da água. Um consumidor holandês, por exemplo, ao comprar uma camisa feita com algodão e produzida fora da Holanda, usa a água do país de produção.

Os pesquisadores também esperam ver uma mudança drástica no consumo na China, que depende cada vez mais de terras agrícolas, por exemplo, da África. Isto levará a importação muito maior de água. De a cordo com o estudo, estes são todos os indicadores claros de que a escassez de água não é um problema local, mas deve ser visto de uma perspectiva global.
Fonte: Primeira Edição

quarta-feira, 16 de março de 2011

Desastres radioativos continuam, mas Brasil não avança

A calamidade nuclear japonesa voltou a se intensificar nesta quarta-feira, dia 16. Ainda com as incertezas sobre o grau de contaminação liberada pela explosão de um reator e os danos provocados em outros dois no complexo nuclear I de Fukushima pairando no ar, o país assistiu ao quarto reator pegar fogo hoje. Hordas de japoneses em desespero tentam fugir da região nordeste do país, onde os serviços de transporte sequer foram reestabelecidos após o maior tremor de terra da história do país e ondas gigantes trazerem o caos para uma das nações mais desenvolvidas nações do mundo. 

Para os que não conseguiram sair da região, as medidas de precaução passam por fechar todas as janelas, evitar ligar ventiladores e lavar repetidamente as roupas, em uma tentativa de evitar o pior da contaminação. Hoje, moradores em um raio de 10km do complexo nuclear de Fukushima 2, que até o momento não sofreu danos, foram evacuados. A fumaça nuclear, por conta dos ventos, pode atingir Tóquio. Segundo o jornal japonês Kyodo News, o plano de resfriar o reator 3 que sofre de superaquecimento e estaria liberando vapor atômico com o uso de um helicóptero carregado de água acaba de ser descartado, devido aos altos graus de radiação detectados no espaço aéreo das usinas. 

A repercussão mundial do drama nuclear japonês, que já atinge grau 6 em uma escala de perigo que vai até 7 (grau máxio concedido ao caso de Chernobyl), por enquanto, tem sido de reavaliação do potencial destrutivo desta energia. Ângela Merkel, chanceler alemã, anunciou que 7 centrais nucleares serão fechadas. No Brasil, apesar de expressar preocupação, Dilma Rousseff descartou mudanças na política energética do país. 

Odair Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Atômica afirmou ontem à imprensa que se as usinas de Angra dos Reis (RJ), as duas que se encontram em funcionamento no país, fossem construídas hoje, não teriam a mesma localização. Mas, segundo ele, não por questões de segurança, mas por motivos econômicos. O Greenpeace entrou com pedido na justiça para suspender a construção da usina nuclear de Angra III. Participe hoje do debate ao vivo com nosso especialista em energia e responsável pela campanha que apóia investimentos e energia renovável e repudia a energia nuclear no Japão, Ricardo Baitelo. Ele responderá a dúvidas e liderará um debate em nosso site. Participe através deste link.
Fonte: GreenPeace

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fique por dentro do impacto ambiental da população e da economia de cinco países


Nosso Planeta tem aproximadamente 13,4 bilhões de hectares de terra e água biologicamente produtivas disponíveis para serem utilizadas de maneira sustentável, segundo a Organização Global Footprint Network. A pegada ecológica média dos habitantes da Terra era de 2,7 hectares globais (gha), em 2007. Pressupondo que esta pegada tenha se mantido aproximadamente no mesmo nível nos 3 anos seguintes, podemos calcular, conforme a tabela 1, que a população mundial de 6,9 milhões de habitantes em 2010, utilizou 18,65 bilhões de gha, ou 39,2% a mais do que o Planeta possui de recursos sustentáveis.

Ou seja, a humanidade já ultrapassou os limites da sustentabilidade do Planeta. É como uma família que tira água cada vez mais funda na cisterna e enche a fossa de maneira rápida. A humanidade está agindo como uma família imprevidente e inconsequente que suga os recursos naturais e acumula todo tipo de dejetos em sua volta.

O mesmo acontece com China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Brasil, que são os cinco países mais populosos do mundo. Juntos eles possuíam, em 2010, 48% da população mundial, 43% do PIB (em poder de paridade de compra -ppp) e utilizavam 56% da área de terra e água biologicamente produtiva do Planeta.

A maior pegada ecológica per capita (8gha) é dos Estados Unidos da América (EUA) que tinha, em 2010, 4,6% da população mundial, 19,76% do PIB mundial e utilizava o equivalente a 18,96% dos 13,4 bilhões de hectares globais disponíveis no mundo. Porém a China, com pegada ecológica per capita de “somente” (2,2 gha), possuía a maior pegada ecológica total, utilizando 2,98 bilhões de gha, o que representa 22,23% dos 13,4 bilhões de hectares globais disponíveis no mundo. O Brasil, com pegada ecológica per capita de 2,9 gha já utilizava uma área de 553,1 milhões de hectares globais, o que representa 4,13% dos 13,4 bilhões de hectares globais disponíveis. Ou seja, o Brasil já usa um percentual de hectares globais maior do que o tamanho de sua população ou de sua economia.

A Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo, possuía pegada per capita de 1,2 gha e ocupava 2,08% dos 13,4 bilhões de hectares globais disponíveis no mundo.

A Índia é atualmente o segundo país mais populoso do mundo, mas vai ultrapassar a China nos próximos 20 anos e deve chegar em 2050 com uma população de, no mínimo, 1,6 bilhão de habitantes. Mas a Índia é, entre os 5 maiores países, aquele que apresentou, em 2007, a menor pegada ecológica per capita (0,9 gha). Mas devido ao tamanho de sua população (de 1,2 bilhão, em 2010) apresentou um pegada total de 1,1 bilhão de gha, representando 8,16% dos 13,4 bilhões de hectares globais disponíveis no mundo.

O impacto global da Índia é bem menor do que o impacto dos Estados Unidos devido ao tamanho da economia. Ou dito de outra forma, a população dos EUA, mesmo sendo muito menor do que a da Índia, têm um consumo per capita muito maior. Portanto, o que mais polui e degrada o Planeta não é simplesmente o tamanho da população, mas o tamanho do consumo dos habitantes.

Porém, se a Índia tem atualmente uma baixa pegada ecológica per capita isto pode mudar nas décadas seguintes. Estudo da Pricewaterhousecoopers (2011) mostra que a Índia deve ser o segundo país do mundo em tamanho do PIB e deve ter uma renda per capita de US$ 27 mil (em poder de paridade de compra), em 2050. Esta renda é semelhante à renda média da União Europeia atualmente, que tem uma pegada ecológica per capita de 4,7 gha. Assim, se a Índia com uma população de 1,6 bilhão de habitantes, em 2050, atingir uma pegada ecológica de 4,7 gha, demandaria 7,5 bilhões de hectares globais. Ou seja, a Índia sozinha necessitaria de mais da metade da área disponível no mundo para sustetar sua população.

Ou seja, se as projeções de crescimento da população e da economia se confirmarem na primeira metade do século XXI o stress ecológico vai aumentar muito. Ou o mundo consegue uma maneira de reduzir a pegada ecológica ou vai caminhar para uma catástrofe ambiental sem precedentes.

Conheça mais a Ecossis