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terça-feira, 1 de março de 2011

Mais de 1,7 mil tartarugas são apreendidas em Arroio Grande

Durante uma operação no interior de Arroio Grande, no sul do Estado, a Brigada Militar apreendeu 1749 tartarugas tigres d’água que estavam sendo levadas de forma ilegal para região metropolitana de Porto Alegre na tarde deste domingo. Os animais estavam acondicionados em caixas de leite de 1 litro e de suco de 500ml escondidas nos forros de uma Parati com placas de Viamão.

Cada caixa de leite continha cerca de cem animais e as menores 50. O veículo foi parado próximo ao trevo da localidade de Matarazzo. De acordo com o Comandante do Pelotão de Arroio Grande, Luiz Vanderlei de Souza Ávila, os três suspeitos presos em flagrante teriam comprado os animais em uma vila de pescadores da localidade de Santa Izabel, interior do município. Adquiridos por R$ 3, cada tartaruga pode ser vendida por até R$ 50 na Europa.

Os suspeitos vão responder um termo circunstanciado por crime ambiental e os animais serão levados para Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NURFS) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), explicou Ávila. Em depoimento, os suspeitos confessaram que o destino final da viagem era o município de Alvorada. Além das tartarugas, cinco aves Cardeal foram apreendidas.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Diminui população de botos-vermelhos no Amazonas

A população de botos-vermelhos na região de Tefé, interior do Amazonas, caiu 10% na última década. A informação é de Nívia do Carmo, pesquisadora do Projeto Boto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e presidente da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa). A causa da diminuição pode ser a captura predatória de botos-vermelhos para serem usados como isca na pesca da piracatinga (espécie de peixe necrófago – que come carniça de animais mortos), de porte médio, podendo medir até 45 centímetros (cm). O peixe é muito abundante na região amazônica e consumido em larga escala pelos colombianos.

Os estudos são realizados, desde 1993, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – distante de Manaus cerca de 700 quilômetros (km). Em outubro e novembro do ano passado, pesquisadores do Inpa percorreram as comunidades em torno de Tefé. Durante a excursão, eles constataram que a caça dos botos é constante e tratada de forma natural pelos moradores, embora tenham consciência de que a pesca ou caça de animais silvestres é crime ambiental. A Colômbia é um grande apreciador de peixes Siluriformes (peixes lisos ou de couro) da Amazônia brasileira e a pesca da piracatinga se torna uma atividade lucrativa para os ribeirinhos que habitam essas localidades.

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