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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Reforma do Código Florestal ganha hotsite do Senado

O Senado criou um hotsite para a reforma do Código Florestal. Disponível em http://www12.senado.gov.br/codigoFlorestal, a página traz notícias, opiniões de senadores, vídeos, infográficos e um glossário.

Atualmente, o projeto de lei com o novo Código Florestal, já aprovado na Câmara dos Deputados, está em pauta em três comissões do Senado: Constituição e Justiça, Agricultura e Meio Ambiente. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) defendem que o projeto também seja discutido na comissão de Ciência e Tecnologia. O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) já apresentou requerimento com essa demanda.

O Senado está em recesso. De acordo com a Constituição, o Congresso se reúne de 1º de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.
Fonte: Estadão

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Novo código florestal não engloba as oportunidades de crescimento do País

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Nobre, que também é conselheiro do Planeta Sustentável, é a favor do aperfeiçoamento do Código Florestal brasileiro, mas não concorda com a proposta feita pelo deputado Aldo Rebelo e aprovada na Câmara dos Deputados no dia 24 de maio. Para ele, o novo relatório não leva em conta as comprovações da ciência nem as oportunidades de crescimento do Brasil. "O grande potencial brasileiro é a floresta e isso não está na proposta para o novo Código, ao contrário", afirmou o climatologista durante debate sobre o Código Florestal, promovido pelo jornal Folha de S. Paulo, com mediação de Reinaldo Lopes, editor de Ciência e Saúde.

Nobre defende um modelo de agricultura que explore bem a biodiversidade do país, uma vez que é uma das mais ricas do mundo. No encontro, ele explicou que, além da conversão do conhecimento implícito na biodiversidade, deveríamos valorizar os próprios produtos prontos e citou o exemplo do açaí. "Hoje a indústria do açaí vale R$ 5 bilhões e é maior do que toda a madeira legal e ilegal comercializada", exemplificou. Segundo dados apresentados pelo secretário, enquanto a cultura da soja rende entre US$ 200 e US$ 300 por hectare/ano, a do fruto gera entre US$ 1 mil e US$ 2 mil anualmente, para cada hectare.

Na visão do secretário, a mudança sugerida para o Código prevê a expansão continuada da fronteira agrícola e seus defensores não ouviram a ciência com medo de que essa expansão não fosse aprovada. Em resposta, cientistas da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da ABC - Academia Brasileira de Ciências produziram um livro para emitir o seu parecer contra a proposta de Rebelo. A publicação O Código Florestal e a Ciência: Contribuições para o Diálogo, da qual Carlos Nobre também participa, apresenta argumentos científicos de que não há incompatibilidade no fato de o Brasil ser potência agrícola e preservar a riqueza de sua biodiversidade. "Dos doze pesquisadores que participam do livro, metade é da Embrapa, ou seja, entendem muito de agricultura. Neste documento está presente o melhor conhecimento científico que nós temos", salientou.

CUMPRIMENTO DA LEI
André Nassar, engenheiro agrônomo do ICONE - Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais, também presente no debate, defendeu a proposta do deputado Aldo Rebelo, ao mesmo tempo que identificou alguns pontos a serem aprimorados, como a consolidação das APPs - Áreas de Preservação Permanente, a consolidação de áreas rurais em quatro módulos fiscais e o cumprimento do programa de adequação.

Para Nassar, o novo Código, se aprovado pelo Senado, é uma oportunidade para os proprietários que não obedecem à lei atual se legalizarem. "O Código veio para dar um voto condicionado de confiança. Ele diz que quem desmatou até 21 de junho de 2008 terá a oportunidade de se regularizar", afirmou. Para ele, essa concessão tem origem em um contexto histórico de ocupação do território que não levou em conta baixos impactos ao meio ambiente. "As concessões fazem toda a diferença", destacou o engenheiro.

Seu argumento, no entanto, foi contrariado por Ricardo Abramovay, professor titular do Departamento de Economia da FEA - Faculdade de Economia e Administração da USP e também debatedor no encontro. "O objetivo fundamental de um Código tem que ser desmatamento zero. O crescimento da economia se deve muito mais ao aumento da produtividade do que do desmatamento", afirmou. "O projeto abre brechas que não poderiam existir, como a de que desmatadores até 2008 ficariam isentos de recuperar seus territórios", completou.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Proposta de mudança no Código Florestal aumenta desmatamento na Amazônia

A expectativa pela votação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) propondo mudanças no Código Florestal tem provocado uma corrida ao desmatamento na Amazônia, de acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Luciano Evaristo. “Há na região a impressão de que o novo Código Florestal vai regularizar as propriedades ilegais. E essa expectativa vem estimulando a abertura de novas frentes. Ouvimos produtores flagrados por desmatamento dizerem abertamente que estavam desmatando porque o Código Florestal será votado esta semana e vai anistiar todo mundo”, disse hoje (5) Evaristo à Agência Brasil.

Motivados pela falsa expectativa de anistia para quem desmatou ilegalmente, proprietários têm avançado sobre a floresta mesmo na época de chuvas, quando tradicionalmente as taxas de desmate na Amazônia são menores. “Nem esperaram a estiagem, que se inicia em maio. Começaram a desmatar desde novembro, debaixo de chuva, de qualquer jeito.” Aprovado em julho do ano passado por uma comissão especial da Câmara, o relatório de Rebelo prevê uma série de flexibilizações na lei florestal, inclusive a redução de áreas de preservação permanente e a possibilidade de isenção da reserva legal. No entanto, o deputado deve modificar alguns pontos do relatório e apresentar nova versão nos próximos dias. Mesmo na versão original do relatório de Rebelo, criticada por ambientalistas e por parte do governo, não há previsão de anistia para desmatamentos recentes.

No texto, o deputado prevê anistia a produtores que desmataram ilegalmente até julho de 2008. Por pressão do governo, a questão deve ser um dos pontos a ser retirado do relatório pelo parlamentar. A expectativa dos produtores é que a aprovação de novas regras antes de 11 de junho, quando vence o prazo para regularização ambiental previsto em decreto, tire os infratores da ilegalidade e não permita punição ou multas para quem desmatou sem autorização. “Temos que deixar claro que ninguém será anistiado e que o Terra Legal [programa de regularização fundiária] não vai regularizar quem desmatou. Pelo contrário, estamos fiscalizando, o Ibama vai multar e embargar as propriedades”, disse Evaristo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Assine a Petição pelo Código Florestal

As proposta do novo Código Florestal Brasileiro será votada na Câmara dos Deputados em breve! Deputados ruralistas estão investindo fortemente em uma campanha absurda para remover proteções ambientais e anistiar desmatadores. Se eles conseguirem, vastas áreas de vegetação nativa ficarão expostas ao desmatamento. Especialistas concordam que as alterações propostas pelos ruralistas para o Código Florestal podem levar a terríveis consequências, como agravamento de enchentes e deslizamentos, assoreamento de rios, perdas para a própria produção agrícola. Mas os ruralistas não escutam e querem aprovar a proposta agora! Assine a petição pedindo para os nossos deputados defenderem as florestas! . Vote aqui: https://secure.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?r=act

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