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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cresce em 7,6% o volume de PET reciclado no Brasil

Cresceu em 7,6% o volume de PET reciclado no Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) divulgados na última terça-feira (23). O país está entre os maiores recicladores de PET do mundo.

Em 2010, pelo menos 282 mil toneladas de embalagens foram destinadas corretamente, mesmo com o investimento em sistemas de coleta seletiva no Brasil sendo insatisfatório.

Os números fazem parte do 7.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil. O levantamento indica que a alta demanda pelo PET reciclado continua garantindo a sustentabilidade, inclusive econômica, da atividade. No entanto, também mostra que ainda é grande a dificuldade da indústria para ter acesso à embalagem pós-consumo, que muitas vezes não tem a destinação adequada.

De acordo com Auri Marçon, presidente da Abipet, o Brasil precisa implantar o quanto antes um sistema de coleta seletiva eficiente, para continuar avançando nos índices de reciclagem. As empresas do setor do PET investiram em capacidade de reciclagem e em inovação. Mas o parque instalado tem forte ociosidade e será difícil continuar crescendo sem um sistema público de coleta seletiva que possibilite o retorno das embalagens pós-consumo à indústria.

O censo mostra que o Brasil dá a destinação adequada a 56% do total de embalagens PET consumidas. Esse material reciclado alimenta uma indústria diversificada, onde o maior usuário continua sendo o setor têxtil, com 38% do total reciclado. Em seguida estão as resinas insaturadas e alquídicas (19%), embalagens (17%), laminados e chapas (8%), fitas de arquear (7%), tubos (4%) e outros (7%).

A indústria da reciclagem do PET fechou o ano de 2010 com faturamento de R$ 1,18 bilhão, acima do R$ 1,09 bilhão registrado no ano anterior. Esse valor já corresponde a 36% de todo o faturamento do setor do PET no ano passado (embalagens PET mais produtos reciclados), que foi de R$ 3,27 bilhões.
Fonte: Primeira Edição

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pagar mico no Facebook estimula reciclagem

O que você jogaria no lixo, se todos estivessem olhando? Estudantes da Newcastle University, no Reino Unido, desenvolveram um aplicativo no Facebook que “dedura” o que os internautas estão descartando nas lixeiras de suas casas e concluíram que, quando estão sendo vigiadas, as pessoas pensam duas vezes antes de jogar na lixeira o que não é, realmente, lixo. Será mesmo?

O app, batizado de BinCam*, faz parte de um experimento dos estudantes para descobrir o que realmente faz as pessoas mudarem seus hábitos: a preocupação com o meio ambiente ou o medo do que os outros irão pensar delas, caso não ajam corretamente.

O teste funciona assim: eles distribuíram pequenos smartphones para quatro estudantes da Newcastle University – Gobbler, Summerhill, Osama e Oscar –, que se comprometeram a instalar o aparelho na parte de dentro da tampa de suas lixeiras domésticas. Cada vez que o lixo é aberto, o telefone tira uma foto do que foi depositado lá dentro e a imagem é enviada, em tempo real, para a página dos jovens no Facebook. Em seguida, o app analisa o lixo e informa se os jovens estão, de fato, descartando na lixeira, apenas, materiais que não podem ser reciclados ou reaproveitados.

A grande sacada do experimento é que, ao disponibilizar essas informações na rede, os amigos dos estudantes – e, até mesmo, nós, se instalarmos o aplicativo – passam a saber o que eles estão jogando no lixo e, consequentemente, cobram mais consciência dos jovens, que, por sua vez, confessam que estão bem mais atentos aos princípios da reciclagem, com medo de passar vergonha no Facebook. Conclusão: a quantidade de lixo diminuiu consideravelmente na casa dos “cobaias”, segundo os estudantes que estão coordenando o projeto.

A iniciativa, por enquanto, é apenas um experimento universitário, mas já tem gente interessada em estudar o projeto para encontrar uma maneira de torná-lo viável para todos e, assim, utilizar a exposição do Facebook como ferramenta para o estímulo à mudança de hábito. Será que essa é a única solução? 
Fonte: Planeta Sustentável

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