sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Physalia, um novo conceito de embarcação ecológica

Criado pela *Vicent Callebaut Architecture*, o Physalia não é só uma mera embarcação ecologicamente correta. Primeiramente surge como um jardim flutuante auto-suficiente que, além de ser um meio de transporte com grau zero de emissão de carbono, visa tratar a água por onde passa para deixá-la própria para o consumo. Enquanto isso, por meio de biotecnologias, gerará mais energia do que consome, fazendo dele então o chamado Protótipo de Energia Positiva.

O projeto foi criado, mediante as duas maiores preocupações que a Europa possui em relação às mudanças climáticas: distribuição de água potável para população e a reavaliação do transporte pelas vias fluviais. Mas o Physalia supera e muito essas concepções. Longe de ser apenas uma solução, se torna também uma revelação diante de nós, pois não possui somente um compromisso com a utilização de energias renováveis, mas também possui o intuito de sensibilizar e educar as pessoas sobre um dos maiores bem comuns da humanidade: a água.

Sua arquitetura é conceitual e futurística, possuindo forte ênfase em traços orgânicos. Isso se deve ao fato de que seu nome, arquitetura e design terem sido baseados em uma espécie de animais aquáticos, chamado cientificamente por “Physalia Physalis”, comummente chamado no Brasil e em Portugal como água-viva, medusa ou alforreca. Physalia se torna um símbolo do que podemos fazer hoje com a tecnologia que conhecemos para a captação de energias renováveis.

Nada nesta embarcação foi projetado sem motivo. Todas as suas características correspondem a um forte apelo ecológico e social. Sua estrutura de aço é coberta por alumínio e dióxido de titânio, que através da reação com os raios ultravioletas, criará um efeito foto-catalisador, purificando a água da química e do carbono rejeitados pelas indústrias e embarcações convencionais, além de ser uma auto-limpeza para o navio. No seu teto existem duplas membranas de células solares fotovoltaicas para a absorção da energia solar e no seu casco hidro-turbinas servirão para transformar o fluxo fluvial em uma hidroelétrica fazendo com que o Physalia possa navegar tranquilamente.

Não obstante, o Physalia ainda contém, atravessando o seu casco, uma rede hidráulica que permite filtrar a água fluvial e purificá-la biologicamente através do seu telhado onde possui um jardim. Este jardim interior é dividido em quatro partes: Jardim da Água, que forma a entrada principal e a recepção; Jardim da Terra, onde ficará um laboratório de pesquisas internacionais que pesquisará o ecossistema aquático; Jardim do Fogo, que será uma cabine subaquática com vista panorâmica; Jardim do Ar, espaço reservado para o ar e luz, onde se encontrara também a vegetação visível.

Ao olharmos para este projeto temos a impressão de ser uma nova forma de vida aquática, que não precisa se alimentar, alimentando-nos, ao invés disso, com sua energia. Nesse processo, ainda purifica as águas por onde passa (numa primeira fase navegará entre os principais rios da Europa - Danúbio e Volga, Reno e Guadalquivir - e Tigre e Eufrates) e conscientiza seus passageiros em relação à delicada situação climática que vivemos.

Ainda não existem previsões de concretização, o que é uma infelicidade para todos nós. Até lá, só nos resta aguardar que, quando construído, já não seja tarde de mais, ou que, pelo menos, futuras gerações possam desfrutar desse incrível projeto.



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Brasil precisará investir R$ 450 bilhões no setor elétrico nos próximos 20 anos, afirma presidente da Eletrobras

O presidente da Eletrobras, José da Costa, previu, na quarta-feira(24), em Florianópolis, que o setor elétrico brasileiro terá que investir cerca de R$ 450 bilhões, nos próximos 20 anos, para enfrentar o desafio de gerar e transmitir energia com qualidade e sustentabilidade, a fim de garantir o desenvolvimento e o bem-estar dos brasileiros. A previsão de Costa foi feita durante apresentação na abertura dos trabalhos técnicos do XXI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), que está sendo realizado na capital catarinense até quarta-feira (26).

A geração de energia, segundo José da Costa, terá que saltar de 109.500 MW, em 2010, para 236 mil MW, em 2030. Para se ter uma ideia, em 1990, a energia elétrica gerada no país foi de 50 mil MW. Ou seja, nas próximas duas décadas, o setor elétrico brasileiro terá que elevar a sua capacidade de geração mais de duas vezes o que aumentou nas duas décadas anteriores.

Para vencer esse desafio, o presidente da Eletrobras acredita num mix que utilize todas as fontes energéticas, embora ainda com larga predominância da hidreletricidade. Nos próximos 20 anos, José da Costa aposta numa imensa expansão da energia eólica – que saltaria dos atuais 800 MW para 13.500 MW, numa variação de 1.587% –, seguida da biomassa, que sairia dos 4.500 MW registrados em 2010 para 22.300 MW, em 2030, numa elevação de 395,5%. No mesmo período, a energia hidrelétrica variaria 90,7% – de 75.800 MW para 144.600 MW.

Em sua análise, José da Costa disse acreditar também que, nos próximos 20 anos, a energia fotovoltaica se firmará como uma opção e, por isso, defende que o Brasil domine todo o ciclo dessa fonte, como já faz com a energia nuclear. "Temos que dominar da mineração à geração final da energia", afirmou.

Transmissão

Outro desafio para o setor elétrico brasileiro, na opinião do presidente da Eletrobras, é o sistema de transmissão. Único no mundo, o sistema brasileiro também passará por uma grande evolução nos próximos 20 anos.

O aumento dessa malha, que sairá de 96 mil quilômetros, em 2010, para 182 mil quilômetros (mais 89,6%), implicará num grande esforço tecnológico, segundo José da Costa, com forte pesquisa para o desenvolvimento de sistemas em corrente contínua, que possibilitem levar energia por longas distâncias de maneira confiável.
Fonte: Eletronorte

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pinguins ganham roupa de lã para se proteger de petróleo

Reprodução/skeinz.com
Os pinguins estão sempre protegidos do frio. Então seria absurdo imaginar esses bichinhos usando roupas de lã, certo? Errado! Pinguins da Nova Zelândia estão desfilando esses modelitos para se proteger do contato com petróleo, depois de um vazamento que atingiu a costa do país.

O vazamento de petróleo afetou Tauranga, na ilha do Norte, e foi considerado a pior catástrofe ecológica marítima do país. A preocupação dos cientistas é de que os pinguins comam o óleo, enquanto ajeitam suas penas com o bico. Por isso, pediram a ajuda da loja Skeinz, especialista em peças de lã.

A Skeinz vai mandar roupinhas de lã para proteger os pinguins. No endereço www.skeinz.com/Newsletters/spring2011.html, a marca até ensina a tricotar o modelo. Que tal ajudar?
Fonte: Primeira Edição

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Criar um espaço verde dentro de casa traz muitos benefícios

vida nas grandes metrópoles é cheia de contrastes, não é mesmo? Se por um lado ganhamos praticidade, conforto e acesso ao que há de mais moderno, por outro acabamos nos desligando de coisas essenciais relacionadas ao nosso bem-estar. Não é à toa que, cada vez mais, sentimos a necessidade de nos reconectar com a natureza. "Por meio dessa ligação, somos capazes de ativar nosso lado mais humano e aprender a lidar melhor com as relações com o outro e com nós mesmas", diz a psicóloga Solange Martins Ferreira, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. Para constatar se os laços "verdes" foram de fato cortados basta observar alguns hábitos do dia a dia que foram se perdendo.

Ao caminhar em um parque você tira o tênis para sentir o toque fresco da terra? Toca com as mãos a grama ou as árvores? Ao escolher os alimentos, você consegue perceber a diferença de sabor, cor e aroma entre os produtos orgânicos ou com agrotóxico? Sabe a época certa de cada fruto? "O distanciamento cada vez maior com o universo das coisas naturais despertou a necessidade de retomarmos essa conexão há tempos perdida", completa a psicóloga. E por onde começar?

Um bom caminho é criar um espaço verde dentro de casa. Melhor ainda se for uma horta que, além de bonita, enriqueça o cardápio diário com temperos e verduras sempre fresquinhos. "Além de estimular os sentidos como o olfato, o paladar e até a visão, estabelecemos uma nova sintonia com a natureza", constata Marta Tátini, consultora gastronômica do Centro Cultural Caravansernai, em São Paulo. Isso se traduz, inclusive, em acompanhar o ciclo de vida de cada alimento, hábito desgastado pelo nosso desejo de consumir tudo o que brota da terra durante o ano todo. "A natureza é sábia e por isso oferece o alimento necessário ao corpo em cada estação", diz Marta. Além disso, garante a chef, presenciar o nascimento e o crescimento das sementes nos inspira a ter uma alimentação mais saudável. "Além do sabor inigualável, o alimento produzido por nós mesmas oferece uma energia vital única", afirma a chef Claudia Mattos, que possui no quintal de sua casa, na capital paulista, cerca de 250 espécies de plantas, dentre elas legumes, verduras, temperos, frutas e até flores comestíveis.

"Quando você nutre a natureza, ela nutre você. Com isso, nos aproximamos dela e aprendemos a respeitá-la." - Marta Tátini, consultora gastronômica Vale a pena salientar também que durante o plantio ocorrem trocas energéticas entre você e a terra. "Nosso corpo tem duas saídas prontas para descarregá-las, os pés e as mãos. O contato dessas superfícies com o solo é capaz de eliminar a tensão e os excessos de irritabilidade dos órgãos internos", explica Hélio Ferreira Pinto Júnior, terapeuta de medicina natural na clínica Novo Tempo, em Campinas, interior de São Paulo. 

Segundo o especialista, nas palmas das mãos existe uma série de canais de energia conhecidos como meridianos. Relacionados à acupuntura, eles estão associados ao intestino grosso e ao delgado, ao pulmão, à circulação e ao coração. "O fato de estar cutucando e afofando a terra já estimula o início dessa movimentação", diz Ferreira Pinto. Dentro desse princípio, as energias estagnadas e ruins são eliminadas e, ao mesmo tempo, passam a receber a energia viva e renovadora da natureza. Já os pés possuem pontos que atingem outros órgãos como a vesícula, o estômago, o pâncreas, os rins, a bexiga e o fígado.

MENTE TRANQUILA
A inclusão do cultivo no cotidiano pode ser também transformadora no sentido de acalmar nossa mente sempre tão sobrecarregada. "Quando não paramos para relaxar, surge o estresse, a ansiedade e a angústia de não dar conta do recado. Em seguida, podem vir o mau humor e até a depressão", constata a psicóloga Solange Martins. Com isso, acabamos "nos tirando" da agenda e passamos a ser reprodutores desses estados: "É preciso tomar um distanciamento a fim de enxergar as soluções". Para afastar-se dessa turbulência, é necessário buscar práticas que estimulem a calma e a paz interior, como o contato direto com a terra, capaz de gerar um profundo estado de relaxamento. E, mesmo que de imediato você ache que não leva jeito para a coisa e que não dispõe de um lugar adequado em sua moradia, faça um planejamento e se aventure.

"Só por meio da experimentação saberemos se a atividade é um canal de bem-estar ou de desgaste", observa Solange. "Em um primeiro momento é normal que ocorram dificuldades. Mas com a prática essa situação tende a mudar", afirma a psicóloga. E, caso suas sementes não vinguem, eis uma boa oportunidade de reflexão. "Assim como na vida, as dificuldades e os desacertos nos fazem pensar até encontrarmos as soluções. Por isso, se uma plantinha morrer, pare, observe o que foi feito de errado e refaça", dá a dica. E, em última instância, se a atividade lhe parecer perda de tempo, a psicóloga garante: "Só vivenciando é que passamos a identificar o enorme bem-estar físico e emocional da atividade, e sentimos o desejo de ampliar cada vez mais essa conexão com a natureza e com todos que fazem parte dela", finaliza Solange.
Fonte: Planeta Sustentável

Mudanças no clima poderão afetar aves da costa do Brasil

Caso a previsão de aumento do nível do mar em decorrência da mudança climática se confirmar, conforme o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a população de aves que vivem nas regiões úmidas da costa do Brasil, principalmente as áreas de estuário, pode ser afetada, ocasionando, inclusive, a extinção de espécies.

Um estudo realizado por pesquisadores do Paraná vai tentar identificar qual será o impacto desta transformação global no cotidiano de pássaros como o bate-bico (Phleocryptes melanopis) e a saracura (Pardirallus nigricans), que vivem em vegetações herbáceas de regiões estuarinas, ambiente de transição da água doce para a água salgada.

A análise será feita na Área de Proteção Ambiental de Guaratuba, no município de mesmo nome, e no entorno da Lagoa do Parado. Segundo Bianca Reinec, doutora em Biologia e integrante do projeto “Vulnerabilidade de aves estuarinas à mudança climática”, que recebeu financiamento da Fundação Boticário, essas e outras aves que vivem nesses locais úmidos costumam fazer ninhos na vegetação.

“Um pequeno aumento que seja do nível da água pode afetar a reprodução desses animais. Outro exemplo também previsto para a mudança do clima é o aumento da incidência de vendavais e tempestades que deverão atingir esses ambientes, destruindo ninhos e ovos”, disse a pesquisadora.

Evitar a extinção de espécies
Bianca afirma que o bicudinho-do-brejo (Stymphalornis acutirostris), ave endêmica do litoral do Paraná e de Santa Catarina, já foi afetado pelas alterações das marés, segundo especialistas. “A espécie foi descrita em 1995 e desde então houve diversas modificações no seu habitat devido às transformações do ambiente”, explica a bióloga.

Um dos principais objetivos do estudo, que vai começar neste fim de semana, será um censo para identificar quantas espécies de pássaros vivem nestes locais, além de conhecer também quais e quantas são as aves migratórias que dependem deste ambiente para alimentação e reprodução.

“A partir destes dados, vamos planejar formas de realizar futuramente o manejo de animais para outras localidades, etapa considerada a adaptação da mudança do clima. Não podemos evitar essas transformações, mas podemos trabalhar para criar ambientes artificiais para que as espécies continuem existindo”, disse Bianca.

Fonte: G1

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Abertura da exposição Dez dias de Gastronomia Wasthiana foi um sucesso

Nesta última quarta-feira (19), a Ecossis Soluções Ambiental, patrocinadora do evento esteve presente na abertura da exposição de desenhos e pinturas designada Dez dias de gastronomia Wasthian, do artista Fernando Duval, na galeria Arte & Fato.
Conhecido por suas obras, Fernando Duval lotou a galeria de amigos, familiares e pessoas interessadas em ver seu maravilhoso trabalho. Os Dez dias de Gastronomia Wasthiana traz uma misteriosa, farta e apetitosa, culinária do mundo imaginário Wasthian, que ele explora desde a década de 70. 

Segundo Duval, a idéia de fazer um trabalho expondo a gastronomia de Wasthian surgiu em 2010, quando um amigo, no Rio de Janeiro/RJ, o convidou para expor em um bar que seria inaugurado especialmente para exposições. 

Personagens fortes, incontestáveis e instigantes enchem as telas do artista e os olhos de quem as vê. Esse intrigante universo imaginário originou um dicionário, com os personagens, mapas e expressões criadas pelo autor. 

As obras estarão expostas até o dia 29 de outubro, na galeria Arte & Fato, no bairro Rio Branco.

* Lenize Lopes

Ecossis e Amcham plantaram mais de 800 mudas

A Ecossis Soluções Ambientais em parceria com a AMCHAM (Câmara Americana de Comércio) participou na última quarta-feira (19), de uma ação onde foram plantadas cerca de 800 mudas, em um terreno fornecido pela concessionária Wolksvagen em Curitiba/PR, correspondente ao projeto Neutralização de Caborno do evento AMCHAM Golf Cup.

A ação é uma iniciativa da AMCHAM, e tem como objetivo compensar as emissões de gases de efeito estufa que a III AMCHAM Golf Cup realizou, além de disseminar práticas de sustentabilidade e contribuir para o fortalecimento de novos valores de responsabilidade socioambiental.

Segundo Caroline Cretella, as emissões do evento foram devidamente quantificadas e, ao todo, serão compensados 147622 kg de CO2 convertidos no plantio de 866 árvores.

Os responsáveis pelo projeto são os biólogos, Ana Paula dos Santos e Juliano Moreira. Participaram do evento, a oceanógrafa da Ecossis, Caroline Cretella, representantes da Amcham e da Wolksvagen.

* Lenize Lopes

Conheça mais a Ecossis