sexta-feira, 9 de março de 2012
Duas mil pessoas pedem veto às mudanças do Código Floresta
Cerca de duas mil lideranças de movimentos sociais de todo o país pediram nesta quarta-feira (7), em Brasília, o veto da Presidente Dilma às alterações no Código Florestal, em discussão no Congresso Nacional. Elas participaram de uma caminhada na Esplanada dos Ministérios e se concentraram em frente ao Congresso Nacional, onde um grupo formou a frase “Veta Dilma”. A manifestação foi organizada pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne 180 entidades, entre elas, o WWF-Brasil.
Os organizadores também divulgaram manifesto pedindo o veto global da reforma do Código Florestal. “Entendemos que o veto global é a única atitude política que a presidente da República poderá sustentar como chefe de Estado. A única condizente com sua palavra e com suas promessas de campanha, quando assumiu publicamente o compromisso de vetar qualquer projeto que promova anistias ou incentive mais desmatamento”, diz um trecho do documento, que relaciona razões científicas, econômicas e políticas para o veto.
“Esta manifestação é mais um alerta da sociedade, que está insatisfeita com o descaso com que o Congresso vem tratando questões importantes do Código Florestal. O parlamento não ouviu a ciência, não ouviu os juristas e voltou as costas para a sociedade. A presidente Dilma Rousseff precisa ouvir esse clamor. A condução de todo esse processo não foi correta. Estão tentando tirar o caráter estabelecido na Constituição de que toda a propriedade rural tem o dever de contribuir para a preservação ambiental. Isso não pode acontecer”, afirma a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.
A campanha Veta Dilma pelas redes sociais tem repercutido em vários países, sob o slogan #SOSBrazil. Países como Alemanha, Colômbia, Canadá, Espanha, México, Portugal, Suíça, Estados Unidos e Inglaterra, têm apoiado a campanha com grande repercussão nas redes sociais.
No Brasil, as entidades mantém a mobilização em Brasília e nos Estados e chamam a todos a usarem suas redes sociais e outros canais de comunicação para pedir o veto integral da reforma do Código Florestal.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Que tal reduzir o orçamento doméstico?
Nada melhor que reduzir o orçamento doméstico sem perder conforto e ainda preservar a natureza. Cada vez mais eficientes e acessíveis, os coletores solares geram calor e economizam energia elétrica e gás. Eles duram cerca de 15 anos e o investimento se paga em dois.
Que tal levantar a bandeira de defesa do meio ambiente e enxugar a conta de luz em 30%? Em média, essa é a redução de gastos com eletricidade nas residências equipadas com coletores solares. Limpa, gratuita e infinita, a energia térmica proveniente do Sol está afinada com a busca por sustentabilidade - uma das grandes questões contemporâneas. Até o final do primeiro semestre de 2011, o Brasil tinha mais de 6,6 milhões de m² de coletores instalados, capazes de gerar 4 mil mw - número equivalente a 30% da capacidade instalada da Usina de Itaipu.
No ano passado, o setor cresceu 21,1%. "O aumento nasceu com a onda verde, mas foi potencializado pelo apagão energético de 2001", explica Délcio Rodrigues, diretor do Instituto Ekos. A boa notícia é que esse fortalecimento do mercado alavancou o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos. E o consumidor só tem a ganhar. "Os equipamentos high-tech são capazes de esquentar a água até 90 ºC. Isso permite reduzir o tamanho do reservatório e a área de coleta", assinala o engenheiro elétrico Douglas Messina, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
Hoje, para muitos arquitetos, como Paula Sauer, de Campinas, SP, a criação de projetos com aquecimento solar já virou rotina. "Uso em 99% das construções", revela. "Na maioria das vezes, o pedido vem do próprio cliente." Comprar o modelo certo é uma tarefa simples, porém, prefira contar com a ajuda de um técnico especializado no assunto para dimensionar o número de coletores de acordo com o consumo de água da residência e a quantidade de pontos a receber o aquecimento - e para especificar as distâncias corretas entre todas as peças no telhado.
A mão de obra é disponibilizada pelos próprios fornecedores, que também se encarregam da manutenção. "Já dispomos de coletores de vários tipos e preços, com ótimo desempenho", diz Marcelo Mesquita, do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), vinculado à Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Veja a seguir o que você precisa saber antes de comprar um deles - e eleja apenas os certificados.
O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO
No Brasil, existem 37 normas que incentivam o uso de aquecedores solares. Das 26 que já entraram em vigor, apenas duas esperam regulamentação. Boa parte delas, como a no 14 459, em vigor na cidade de São Paulo desde 2003, obriga a adoção do sistema nas novas edificações com mais de três banheiros. Algumas leis estaduais preveem também incentivos por meio de isenções fiscais.
Além disso, existem 30 projetos em tramitação no país. O mais abrangente está sendo avaliado na Câmara dos Deputados e prevê deduções no imposto de renda que vão de 25 a 100% do investimento em equipamentos de aquecimento solar para pessoas físicas e jurídicas na compra de bens e serviços. No site da entidade Cidades Solares, ligada à Abrava, veja a lista das aprovadas ou em tramitação.
Além disso, existem 30 projetos em tramitação no país. O mais abrangente está sendo avaliado na Câmara dos Deputados e prevê deduções no imposto de renda que vão de 25 a 100% do investimento em equipamentos de aquecimento solar para pessoas físicas e jurídicas na compra de bens e serviços. No site da entidade Cidades Solares, ligada à Abrava, veja a lista das aprovadas ou em tramitação.
Fonte: Planeta Sustentável
Ciclistas se reúnem para protestar contra insegurança nas vias do Brasil
Uma bicicletada nacional vai acontecer no dia 6 de março (terça-feira) em 12 cidades do país. O movimento idealizado pela organização Vou de Bike tem como objetivo protestar contra os atropelamentos de ciclistas que aconteceram na sexta-feira (2/3) em Brasília, Belém e São Paulo. A ideia é prestar solidariedade às vítimas do trânsito além de pedir prioridade nas políticas públicas de mobilidade.
Em Brasília os manifestantes vão se encontrar às 19h na Praça das Bicicletas no Museu Nacional. As outras cidades que também farão o ato são Aracaju (SE), Caxias do Sul (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Manaus (AM), Maringá (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
O movimento é uma continuação ao protesto, organizado via internet, após o atropelamento da ciclista Juliana Dias, 33 anos, na manhã de sexta-feira (2/3) na Avenida Paulista. A morte da bióloga criou uma reação imediata no site de relacionamento Facebook. Por lá foi convocada uma manifestação no local do acidente para o mesmo dia à noite. Cerca de 300 pessoas prestaram homenagem à jovem. Eles colocaram no lugar onde ela foi morta uma Ghost Bike -- bicicleta pintada de branca que é o símbolo internacional dos ciclistas vítimas do trânsito.
Fonte: Correio Braziliense
Filial de Curitiba fecha novo contrato
Ecossis busca renovação de Licença de Operação e elabora Plano de Gerenciamento de resíduos Sólidos - PGRS
Moreira da Silva. e Com. de Madeiras contrata Ecossis para executar o processo de renovação de Licença Ambiental de Operação no órgão ambiental IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, do empreendimento, em Fazenda Rio Grande, no Paraná.
A gerente executiva da filial Caroline Nascimento, coordenadora das atividades, está acompanhando todo o processo de Renovação de Licença Ambiental de Operação até a sua emissão.
Já a engenheira Cristina de Souza desenvolverá todas as atividades relacionadas ao PGRS, que contemplam: Análise dos resíduos gerados em cada atividade desenvolvida no local, enquadramento dos resíduos e confrontação com a legislação e normas técnicas, além de recomendações que visem reduzir, reutilizar e reciclar cada tipo de resíduo.
“O PGRS apontará os impactos ambientais referentes às atividades da gestão de resíduos e fornecerá programas e ferramentas de monitoramento e controle dos mesmos” disse Souza.
* Lenize Lopes
sexta-feira, 2 de março de 2012
Projeto de revitalização prevê amplo uso da Orla do Guaíba
Um espaço qualificado, que aproxima a cidade do Guaíba e possibilita o uso da Orla durante as 24 horas do dia. Esta é a proposta do projeto apresentado pelo arquiteto Jaime Lerner. Durante a reunião da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), que teve a participação do prefeito José Fortunati e de secretários, Lerner detalhou a proposta que reúne espaço para quiosques, deques, ciclovia e marina pública.
Para Fortunati, o projeto contempla o uso da Orla pela população, proporcionando utilização diurna e noturna. “Hoje, após o pôr-do-sol, as pessoas acabam saindo da orla. Com a revitalização, poderemos desfrutar das quadras de esportes e do parque em qualquer horário”, afirmou o prefeito.
A esboço apresentado traz diretrizes do projeto e serve para iniciar a liberação do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para a primeira etapa de revitalização da orla, que compreende 1,5 mil metros a partir da Usina do Gasômetro. A previsão é de que a prefeitura abra licitação para executar a iniciativa até o final deste semestre. A revitalização total será até a foz do arroio Cavalhada, na avenida Diário de Notícias, abrangendo 5,9 quilômetros de margem do lago Guaíba.
De acordo com o arquiteto, a proposta é fazer uma revitalização que tenha baixo custo de manutenção e poucos elementos que bloqueiem a vista para o Guaíba. “Criamos um projeto de ecoarquitetura, que aproxima e as pessoas da água e fortalece a ideia de um parque no local”, enfatizou Lerner.
Entre as novidades apresentadas está a utilização do relevo natural para uma arquibancada com vista para o Guaíba. O piso de concreto receberá bolas de gude que, em contraste com a iluminação inclinada, darão um efeito que o arquiteto classificou como "chão de estrelas". A vegetação será adequada para que, ao nível da rua, não haja interferência visual.
Fonte: Prefeitura de Porto Alegre
Passaporte Verde ganha campanha nacional
O projeto global Passaporte Verde, coordenado no Brasil pelo Ministério do Meio Ambiente, prepara-se para lançar, em junho, uma campanha nacional.
O objetivo do movimento é abranger outros municípios além de Paraty, localizado na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. A cidade fluminense foi escolhida em 2009 como destino piloto da campanha mundial, pela riqueza do seu patrimônio histórico, natural e cultural.
A informação foi dada à Agência Brasil pelo gerente de Projetos do ministério e coordenador da campanha Passaporte Verde no país, Allan Milhomens. A campanha internacional visa a estimular o turista a ser mais responsável e consumir de forma consciente, procurando reduzir os impactos negativos do seu comportamento sobre o meio ambiente nos destinos que visita.
No Brasil, a estratégia está sendo desenvolvida em parceria com o Ministério do Turismo. Uma das ações previstas é a criação de mídias para televisão e rádio e do site www.passaporteverde.gov.br, que será colocado no ar somente em junho.
A campanha nacional Passaporte Verde deverá ter foco em municípios específicos, que serão escolhidos pelos dois ministérios. Allan Milhomens adiantou que, por causa da Copa do Mundo de 2014, é provável que sejam priorizadas, em um primeiro momento, as 12 cidades-sede do evento.
“Há um grande interesse, dentro das iniciativas que estão sendo desenvolvidas para a 'Copa Verde', de incluir o Passaporte Verde como uma das agendas a serem implementadas com o objetivo de ter uma Copa mais sustentável”.
Milhomens revelou que embora o Brasil tenha dado iniciado a campanha global, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), outros países avançaram mais rapidamente e definiram suas campanhas nacionais, antes da brasileira. Entre eles, citou a Costa Rica e a África do Sul. “Nós precisamos acelerar realmente isso”.
Fonte: JMA
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