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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mato Grosso aumenta em 20% o índice de desmatamento

O Ibama realizou uma operação no Mato Grosso que resultou na aplicação de mais de R$ 3,5 milhões em multas e no embargo de 700 hectares de áreas desmatadas ilegalmente, o local equivale a 700 campos de futebol.

A Operação Custódia Juína foi realizada principalmente no noroeste do estado, local onde os satélites captaram um grande número de desmatamento em 2011. O estado desmatou, neste ano, 1.126 quilômetros quadrados de floresta. O número representa um aumento em 20% em relação ao ano anterior, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Todas as ações concentram-se nos municípios de Colniza e de Juara, próximos à região conhecida como Três Fronteiras, na divisa entre Mato Grosso, Amazonas e Tocantins. Segundo o Instituto Ambiental, nestes locais o desmatamento está ligado à exploração ilegal de madeira. A operação teve apoio de agentes do órgão ambiental de Minas Gerais, do Tocantins e Rio Grande do Norte, além de equipes Cuiabá, Juína e Aripuanã.

De acordo com o chefe de fiscalização do Ibama em Juína, Edilson Paz Fagundes, a falta de licenciamento e de regularização fundiária são dois grandes problemas na fiscalização, pois os responsáveis dificilmente são localizados.

No mesmo local houve outras operações ambientais este ano, inclusive, coordenadas pelo Ibama. Só entre outubro e novembro, o órgão aplicou uma multa de R$ 2,6 milhões na região de Colniza por desmatamento ilegal. Na época, empresas do setor madeireiro também foram punidas por exercerem atividades sem licenciamento ambiental ou por descumprirem alguma determinação do Instituto. Com informações do G1 e Agência Brasil.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Brasil vai sofrer 'explosão' de focos de queimada em 2011, diz governo

Com a proximidade do período de estiagem no Brasil, que começa em junho e segue até setembro, o governo federal prevê uma ‘explosão’ de queimadas em 2011, principalmente em Mato Grosso, estado responsável pelo maior índice de desmatamento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela gestão do Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, áreas de mata nativa que foram derrubadas podem ser atingidas por incêndios clandestinos, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura.

“A Região Centro-Oeste é a que mais poderá sofrer com isso. O fogo é a forma de manejo mais utilizada para limpeza de terrenos antes da implantação de pastagem. Mato Grosso poderá registrar mais ocorrências porque até agora é o estado que mais desmatou”, afirmou José Carlos Mendes de Morais, coordenador do Prevfogo.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 593,0 km² de desmatamento detectados entre março e abril na região da Amazônia legal, 480,3 km² ficam em Mato Grosso. Uma das regiões mais afetadas foi a fronteira entre o Cerrado e a Amazônia.

“Essas áreas estão embargadas e nada poderá ser feito porque houve o desmatamento ilegal. Nós aumentamos nossa fiscalização em Mato Grosso, onde há vários casos de fragilidade, e ainda analisamos ocorrências graves em Rondônia, Tocantins e Pará, estados que no ano passado registraram grandes quantidades de queimadas”, disse Morais.

O Prevfogo conta com 2.500 funcionários entre analistas, brigadistas e técnicos. "É um apoio do governo federal às esferas estadual e municipal no combate às queimadas", complementou o coordenador do sistema de prevenção aos incêndios.
Fonte: G1

quarta-feira, 9 de março de 2011

Rio Aripuanã transborda e derruba maior ponte de madeira da América do Sul

Os municípios de Colniza e Aripuanã, em Mato Grosso, estão isolados do restante do estado devido às fortes chuvas que provocaram a elevação do nível do Rio Aripuanã e derrubaram a maior ponte de madeira da América do Sul. Com 275 metros, a ponte era um dos dois acessos a Colniza, pelo Distrito de Guariba. Outra ponte, que liga os municípios, está coberta pelas águas do Rio Canamã, numa altura de 2 metros, impedindo a passagem de qualquer veículo.

Colniza faz parte do chamado Cinturão Verde da Amazônia e está situada a 1.065 quilômetros (km) da capital Cuiabá. A distância de Aripuanã a Cuiabá é 1.050 km. Uma ponte que liga Colniza ao Distrito de Cotriguaçu também desabou e bloqueou o acesso rodoviário ao Distrito de Nova União. As rodovias estaduais que ligam os municípios ao resto do estado são a MT-418 e a MT-206.

A Defesa Civil de Cuiabá não tem informações sobre vítimas e prejuízos causados pelas enchentes, além da perda da ponte de madeira. O que mais preocupa é o abastecimento de óleo combustível, que garante energia à região e cujos estoques são normalmente calculados para 15 dias.

A Defesa Civil do estado está providenciando barcos para abastecer a população de Colniza e Aripuanã, situados no norte de Mato Grosso e cujas populações são, respectivamente, de 26.390 e 18.581 habitantes, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aviões serão utilizados também pelo governo do estado para levar medicamentos à região, devido ao bloqueio das estradas.

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