sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Novas normas para evitar publicidade “verde” enganosa já começaram a valer

Como saber se um produto realmente é aquilo que mostra a embalagem? O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) estabeleceu uma série de normas éticas, que começaram no dia 1º de agosto, para quando o apelo publicitário é voltado à sustentabilidade.

O objetivo é evitar o chamado greenwashing – a “maquiagem verde”, ou seja, quando um produto ou serviço se diz sustentável, mas não é. O texto do Conselho diz que “o sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banalizá-lo ou confundir os consumidores.”

Para isso, as campanhas e produtos que façam menção ao tema devem obedecer aos princípios da: veracidade (as informações devem ser verdadeiras e passíveis de comprovação); exatidão (informações precisas, sem dados vagos e genéricos); pertinência (a informação “verde” deve ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados) e relevância (qualquer benefício ambiental anunciado deve ser significativo em termos de impacto sobre o meio ambiente).

O Conar poderá advertir ou suspender campanhas de empresas que não comprovarem os benefícios ambientais daquilo que estão oferecendo. Segundo o Conselho, a ideia não é punir as empresas, mas “elevar o nível da publicidade sobre sustentabilidade.” As normas valem para todos os meios de comunicação.
Fonte: Super Interessante

Planta da tequila poderá abastecer carros no futuro

A agave é uma planta típica da América Central, cujo produto mais conhecido é a tequila. Mas ela pode ter também finalidade energética, usada para a produção de bioetanol. É o que defendem pesquisadores britânicos e australianos em artigo publicado no periódico especializado Energy and Environmental Science.

O gênero de suculentas, abundante principalmente no México, espalha-se por extensas plantações que visam sobretudo a produção de tequila. Contudo, segundo os pesquisadores, exibe vantagens sobre alguns recursos naturais utilizados para a fabricação de etanol, como a cana-de-açúcar, e poderia ser cultivado com o propósito de abastecer um mundo cada vez mais escasso em petróleo.

“A planta agave é provavelmente uma das culturas mais promissoras que podemos cultivar para produzir combustíveis de etanol”, afirma Daniel Tan, fisiologista vegetal da Universidade de Sydney, na Austrália, responsável pelo artigo. “Ela pode crescer em regiões áridas e sem irrigação; não compete com outras lavouras nem exige muito dos limitados recursos de água.”

De acordo com Tan, a energia do etanol derivado do agave é cinco vezes maior do que a utilizada para produzi-lo. Isso torna o "negócio" interessante como é atualmente o cultivo da cana.

Além disso, lavouras de agave podem compensar a emissão de gases de efeito estufa com a absorção do dióxido de carbono. Um projeto piloto, uma plantação de agave com o propósito de servir a fabricação de biocombustível, está sendo conduzido no estado australiano de Queensland. Novas tecnologias devem ser desenvolvidas para sustentar a promissora ideia.
Fonte: Exame

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conheça as 10 cidades mais poluídas do mundo

Consultoria dá nota para condições ambientais nas cidades.Todo ano a consultoria Mercer elabora um relatório avaliando a qualidade de vida em 221 grandes cidades do mundo. Um dos rankings preparados pela consultoria é o “Eco-City”, que classifica as cidades do ponto de vista ambiental. Segundo esta lista, Porto-Príncipe, capital do Haiti, é a cidade mais poluída do mundo.

Os critérios que a consultoria leva em conta em sua pesquisa são a oferta de água doce, o volume de água potável, as medidas para remoção de resíduos, a condição dos esgotos, poluição do ar e nível de congestionamentos. Cada cidade recebe uma nota, que tem como referência o número 100, nota atribuída a Nova York.

Quanto menor a nota, piores são as condições ambientais. A cidade mais limpa é Calgary, no Canadá, que ficou com a nota 145,7. Porto-Príncipe, a mais poluída, recebeu a nota 27,8. As cidades brasileiras mais limpas são Brasília e Rio de Janeiro, que ficaram com as notas 92,6 e 89,2, respectivamente. São Paulo é a mais poluída, com nota 75,7.

 

1ª  - Porto Príncipe (Haiti) - A cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti, que foi castigada por um terremoto no ano passado, é a mais poluída do mundo. Ar e água são poluídos em níveis que comprometem a saúde da população. A pontuação da cidade na avaliação feita pela consultoria é 27,8.




2ª - Daka (Bangladesh) -  Há anos que a cidade enfrenta uma luta sem fim contra a poluição de suas águas. A superfície dos reservatórios frequentemente apresenta um aspecto viscoso, por causa da grande quantidade de pesticidas despejados na água. A cidade é a segunda mais poluída e recebeu a nota 30,9 da consultoria Mercer. 

                                                                                                  

3ª - Baku (Azerbaijão) - Cercada por grandes polos produtores e consumidores de petróleo, Baku, no Azerbaijão, sofre com níveis alarmantes de poluição do ar. A cidade tem uma atmosfera carregada de partículas derivadas da perfuração e do transporte de petróleo. Ela é a terceira mais poluída do mundo, alcançando a nota 31,9.




 

4ª - Kolkata (India) - Encontrar cidades poluídas na Índia não é tarefa das mais difíceis. Três delas estão no ranking das mais sujas do mundo. Seus maiores problemas são o despejo de resíduos plásticos e a emissão de poluentes dos escapamentos dos carros velhos que circulam pela cidade. O excesso de construções também colabora para aumentar a carga de partículas tóxicas no ar. A cidade recebeu a nota 39,2.

 


5ª Antananarivo(Madagascar) A ilha de Madagascar é conhecida pela exuberância de sua fauna e flora. Entretanto, a ação humana na ilha já começa a ofuscar sua biodiversidade. A capital, Antananarivo, convive problemas típicos de grandes concentrações humanas, como a contaminação de águas por causa dos esgotos e a poluição do ar. A cidade recebeu a nota 39,7, e é a quinta mais poluída.

 

6ª - Cidade do México (México) - Na década de 1990, cerca de 100 mil crianças morriam a cada ano na Cidade do México por causa da poluição do ar. Em 20 anos o governo se esforçou para reduzir a emissão de poluentes, mas a cidade ainda é conhecida como a capital da poluição atmosférica na América do Norte. Limpar o ar da cidade ainda é um dos principais desafios da cidade mexicana, que ainda lida com outras questões como superpopulação e violência urbana.


7ª Mumbai (Índia) - Experimentou um crescimento vertiginoso nas duas últimas décadas. Com ele, vieram também problemas típicos, como um saneamento insuficiente, e o trânsito tão comum às grandes cidades. Assim, tanto os reservatórios de água quanto o ar, sofrem com descargas de poluentes. Mumbai recebeu a nota 40,4, e é a sétima cidade mais poluída do mundo.

8ª  - Bagdá (Iraque) - A contaminação dos reservatórios de água de Bagdá representa uma séria ameaça à saúde da população. Como ocorreu em 2007, quando um surto de cólera atingiu diversas províncias. Segundo a ONU, o nível de poluição atmosférica, decorrente da constante queima de combustíveis fósseis, também preocupa. Bagdá é a oitava cidade mais poluída do mundo.

 

9ª - Nova Déli (Índia) - No rio Yamuna, em Nova Déli, é possível ver de tudo, menos água. Camadas de lixo cobrem a superfície e ajudam a criar o ambiente propício para a disseminação de doenças. Não é à toa que a cidade indiana tem um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo.  Ela é a nona cidade mais poluída e recebe a nota 43,4.


10ª - Lagos (Nigéria) -  A cidade conta com uma precária rede de saneamento básico. Além disso, diversas indústrias estão dispostas ao longo dos rios da cidade. O resultado: poluição das águas. Lagos também sofre com a poluição do ar. Boa parte do combustível usado nos carros nigerianos tem alto teor de chumbo, que é altamente nocivo, e é despejado no ar em grandes quantidades. Fonte: Exame

Natura abre edital para projetos de crédito de carbono

Projetos de crédito de carbono desenvolvidos no Brasil e outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, podem concorrer ao edital da Natura, aberto no dia 16 de maio. O Edital Natura Carbono Neutro selecionará projetos de redução de emissão ou de remoção de gases do efeito estufa, com o objetivo de compensar as emissões dos processos de produções que foram impossíveis de reduzir nos anos de 2011 e 2012.

Serão selecionados tanto projetos de diminuição ou substituição de combustíveis não-renováveis, como os que envolvem florestas, que por sua vez podem ser de dois tipos: de recuperação de áreas degradadas ou de REDD+ – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, que evita o desmatamento de áreas conservadas.

Também serão aceitos outros projetos que apresentem práticas, tecnologias e soluções diferenciadas no combate ao aquecimento global. Os principais critérios de seleção são o perfil socioambiental e o potencial inovador das propostas.

O regulamento e o formulário para inscrição estão disponíveis no site do Projeto Carbono Neutro* até o dia 5 de agosto.

Fontes alternativas geram somente 60% do previsto em 2010

As pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), térmicas a biomassa e usinas eólicas presentes na matriz elétrica brasileira geraram somente 60% do que era esperado no ano passado. Um levantamento apresentado nesta quarta-feira (3/8), durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, pelo consultor Mário Veiga, mostra a produção de 2.700MWmédios por essas plantas, contra uma previsão de cerca de 4.300MWmédios.

"Na operação real, a gente tem verificado uma geração menor do que aquela que é declarada por eles como referência para garantia física", aponta o diretror-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, referindo-se a PCHs, usinas a biomassa e eólicas, essas últimas "em menor escala". "Isso vem acontecendo desde 2009, porque essas são usinas em que não há um cálculo da eneriga garantida, elas são praticamente declaradas pelo agente", completa.

O assunto foi abordado na resolução normativa 440 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que propõe que a geração das usinas existentes seja calculada a partir da média mensal apurada nos últimos cinco anos. A medida também terá efeito nas plantas futuras, que terão sua previsão baseada nos empreendimentos já em operação. A proposta, porém, foi temporariamente suspensa nesta segunda-feira a pedido do Ministério de Minas e Energia.

Chipp acredita que o assunto tem que "ser estudado com mais profundidade". A maior preocupação demostrada pelo executivo é com relação às usinas, particularmente as eólicas, que ainda serão implementadas. "Os projetos se modificam. As eólicas, por exemplo, tinham torres de 50 metros, e agora têm torres de 100 metros, o que dobra a geração", justifica, lembrando que os projetos com problemas foram viabilizados pelo Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

Segundo Chipp, a frustração de geração "vem acontecendo desde 2009" e a resolução da Aneel seria um meio de "colocar a operação mais próxima do que se planeja". "Senão, você imagina que tem uma sobra X e essa sobra na verdade é Y. Essa é a preocupação". Ainda assim, o operador defende que a mudança seja "melhor pensada". Chipp adianta ainda que o assunto começará a ser discutido nesta quinta-feira (4/8), em uma reunião no Ministério de Minas e Energia. "A decisão de se aguardar foi muito boa".

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, também defende uma maior cautela. "É natural que você tenha variabilidade, então, pegar um ano e tirar conclusão em cima é complicado. A própria hidrelétrica tem anos secos e úmidos, a cana tem safras boas e ruins", argumenta. Para o executivo do governo, não se pode generalizar, e muito meos "dizer que uma fonte é ruim ou boa".

Tolmasquim também ressalta que as usinas viabilizadas por leilões ainda não fazem parte do levantamento. "São as usinas do Proinfa, que é outro marco regulatório, não exigia certificações (de vento), nada disso que a gente pede para o leilão. Tem sempre de se olhar uma série de tempo antes de tomar decisões".

Para Mário Veiga, da consultoria PSR, os números servem de "alerta" para o governo quanto à política energética. "Já temos uma Belo Monte de renováveis e a produção está abaixo do esperado", critica. O executivo ainda brincou e disse que "o governo passa por paixões"; primeiro, teriam sido as PCHs a receberem grandes incentivos, depois as usinas a biomassa. Como as fontes não corresponderam, teriam acabado "punidas". "Paixão, depois ódio, não é bom. As fontes são espetaculares para o Brasil; você só tem que ser realista com os preços delas", concluiu.
Fonte: Jornal da Energia

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Manifestação pacífica contra Código Florestal em frente ao Congresso acaba em prisão

Brasília – Jovens reuniram-se ontem (2) em frente ao Congresso Nacional para protestar contra a aprovação do novo Código Florestal e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Os manifestantes estavam acampados em Brasília desde domingo (31) e têm o objetivo de plantar mudas de árvores nativas do cerrado, no gramado em frente ao Congresso.

No domingo, três mudas foram plantadas: uma de Copaíba, uma de Ipê Roxo e outra de Aroeira, mas a Polícia Senado retirou todas. "Isso é um crime previsto em lei e, para cada muda retirada, 30 devem ser replantadas no lugar, ou seja, o Senado nos deve 90 mudas de plantas", disse o historiador Leandro Cruz, de 28 anos, que participava do manifesto. Às 16h, o grupo reuniu-se, plantou uma das mudas no gramado e, posteriormente, as polícias Federal e Militar foram acionadas.

"No domingo, fomos tratados com violência. A polícia veio e arrancou as mudas e, não satisfeitos, [os policiais] partiram para a agressão", afirma Augusto André, de 20 anos, do Rio Grande do Sul. Os policiais respeitaram uma espécie de culto que os manifestantes fizeram informalmente em torno da muda plantada, mas, logo depois, os jovens foram levados para a Delegacia do Senado, sob a alegação de que a perfuração do solo em frente ao Congresso era crime ambiental.

"Estamos aqui com plantas e não com armas. Queremos alertar a população que, com a aprovação do novo código, muito sangue será derramado", ressaltou Leandro. "Temos vídeo com a ação dos policiais, que pode ser visualizado no blog que criamos para o movimento [jardimdaliberdade.wordpress.com]", acrescenta. A bancada do P-SOL na Câmara dos Deputados se diz favorável ao movimento e ofereceu dois advogados do partido para representar os manifestantes.

Além de protestar contra o Código Florestal, os manifestantes querem manter o diálogo com a sociedade que, pare eles, está mal informada em relação ao projeto. "O novo Código Florestal nos faz ver que esse é um dos maiores escândalos governamentais desde a guerra do Iraque. Isso se não for mais. E a população precisa saber disso, uma vez que essa aprovação irá alterar suas vidas no futuro", acrescenta Leandro.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ecossis desenvolve Plano de Recuperação de Áreas Degradadas no Município de São Francisco de Assis

PRAD resultará em benefícios diretos e indiretos para o ambiente afetado. A prefeitura de São Francisco de Assis, RS, contratou a Ecossis Soluções Ambientais para desenvolver um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) em área alterada pela extração de basalto situada em zona rural do município.

Segundo o diretor técnico Juliano Moreira, responsável pelo projeto, o objetivo do PRAD é contemplar todas as ações necessárias para promover a recomposição e a recuperação das áreas identificadas como Passivos Ambientais, e estabelecer suas condições ambientais originais.

Para a execução do PRAD, a equipe da Ecossis utilizará métodos de recuperação e monitoramento das áreas pertubadas. Conforme o Biólogo Cássio Sartori será proposto a Recomposição do meio físico e da vegetação, com laudo, monitoramento e manutenção dessas áreas.

O estudo teve início em maio de 2011 e o projeto tem previsão para conclusão em dezembro de 2012. Fazem parte da equipe, o Biólogo Cássio Sartori e a Geóloga Patricia Zacca.

* Lenize Lopes

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