terça-feira, 11 de outubro de 2011

CONSEMMA realiza I Encontro dos conselhos Municipais do Meio Ambiente.

Seminário Paranaense O CEAL (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina) e o CONSEMMA (Conselho Municipal do Meio Ambiente de Londrina) realizarão nos dias 13 e 14 de outubro de 2011, no Hotel Sumatra, em Londrina, um grande evento em comemoração aos 10 anos de funcionamento do CONSEMMA. 

O evento irá abordar o tema "Mudanças climáticas" e será realizado juntamente com os Conselhos Municipais do Meio Ambiente do Paraná.

A programação do evento já tem confirmada a presença do Jornalista Washington Novaes, do Estadão que falará "Como o Aquecimento Global afetará nossa vidas e o que podemos fazer para mitigar seus efeitos no dia a dia", do Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Sr. José Renato Bouças Farias, que falará sobre os "Efeitos do Aquecimento Global e a Produção Agrícola em nosso país", e do Secretario Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Sr. Jonel Nazareno Iurk, que falará sobre a atuação do Governo do Paraná na área de mudanças climáticas e a participação das empresas.

Além disso, terá uma apresentação do PROGRAMA LONDRINA VERDE, que conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente, Governo da República da Alemanha, CONSEMMA, da Promotoria do Meio Ambiente, do IAP, e da SEMA Estadual e de várias outras entidades que visa apoiar os pequenos produtores rurais na regularização ambiental de suas propriedades, em especial na reserva legal e matas ciliares, e do Projeto ARCONORTE de grande importância econômica para o Norte do Paraná, pelo diretor de Desenvolvimento da Codel (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Londrina), Marcelo Mafra, e o contraponto do Professor Doutor Marcelo Torrezan, que discorrerá sobre os impactos ambientais deste empreendimento. Mais informações no site www.consemma.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ecossis realiza monitoramento de Macrófitas para a Eletrosul

4ª vistoria no enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica Passo do São João foi realizada no mês de setembro

A equipe da Ecossis Soluções Ambientais realizou no mês de setembro, a 4ª vistoria para a identificação de macrófitas aquáticas no reservatório da Usina Hidrelétrica Passo São João, localizada na região noroeste do Rio Grande do Sul, aproximadamente 600 km da capital, Porto Alegre.

O trabalhou começou em novembro de 2010, e consiste no monitoramento das comunidades de macrófitas aquáticas antes, durante e após o enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica Passo São João.

A última vistoria para a identificação dos focos de macrófitas no reservatório aconteceu nos dias 26 e 27 de setembro. E segundo Cássio Sartori, Biólogo e coordenador do projeto, “os trabalhos têm como objetivo acompanhar a dinâmica sazonal dos bancos de macrófitas aquáticas, e fornecer apoio na elaboração de eventuais especificações técnicas no processo de remoção de focos das macrófitas”, acrescentou Sartori.

Fazem parte da equipe, o Biólogo Cássio Sartori, o Técnico em Meio Ambiente Rodrigo Collares, e o Biólogo, Me. em Ecologia e PHD em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental Tiago Finkler.

*Lenize Lopes

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sem estímulo, pequenas usinas vivem crise

A julgar pelos investimentos bilionários despejados na construção de grandes hidrelétricas, tudo levaria a crer que a geração de energia captada nas águas dos rios vive hoje a sua melhor fase. Não é bem assim. O vigor de empreendimentos como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio tem ajudado a ofuscar uma crise que se instalou entre os projetos de pequenas centrais hidrelétricas espalhados pelo país. As chamadas PCHs, termo usado para definir usinas que geram até 30 megawatts (MW), atravessam um momento difícil, uma situação sem data para acabar e que, segundo especialistas e empreendedores, é resultado da falta de estímulos fiscais e de uma burocracia capaz de manter um projeto por anos na gaveta.

A paralisia das pequenas hidrelétricas ganhou traços mais nítidos no mês passado, quando nenhuma das 27 PCHs habilitadas no leilão da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) conseguiu fechar negócio para oferecer energia daqui a três anos.

A frustração é simples de explicar, diz o secretário-executivo do Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétricas (CERPCH), Thiago Filho. "Os custos atuais para construção e operação de uma PCH não permitem que ela se torne viável com uma oferta inferior a R$ 140 o MW/hora, enquanto o valor pago nesse último leilão ficou abaixo de R$ 102 o MW/ho-. ra", afirma.

Os empreendedores culpam a falta de incentivos do governo e o tratamento indiferente dado às PCHs. Embora elas estejam enquadradas no rol das fontes alternativas de energia, não contam com as mesmas benesses garantidas à geração eólica e às usinas de biomassa, que tiveram suas alíquotas de ICMS zeradas. Para as usinas de vento, inclusive, o governo também abriu mão do Imposto Sobre Produtos Industrializados (1PI).

"Na hora de fechar a conta, vemos que uma PCH paga 15% a mais de imposto que uma usina eólica. Dessa forma, fica impossível ter qualquer competição", diz Luiz Antônio Valbusa, sócio da Semi Industrial, empresa que fabrica equipamentos para pequenas hidrelétricas.

Atualmente, há 402 PCHs em operação no país, as quais respondem por 3,20% da capacidade nacional de geração, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Centenas de outros projetos estão em análise dentro e fora da Aneel, mas o futuro desenhado para as PCHs não é nada estimulante, como refletem os dados do Plano Dece-nal de Energia (PDE). Esse plano, que é atualizado anualmente, projeta a demanda de energia e a capacidade de geração do país para os próximos dez anos. Até o ano passado, o PDE previa que a energia gerada pelas PCHs cresceria 72,3% entre 2010 e 2019, atingindo 6.966 MW. Trata-se de um crescimento, basicamente, vegetativo, mas a situação ainda ficou pior. Na versão deste ano, o PDE reduziu a taxa de crescimento das PCHs para 69,4%, com geração de 6.047 MW.

Até o fim deste ano, o potencial de geração das pequenas hidrelétricas atingirá 4.201 MW, enquanto as eólicas somarão uma potência de 1.283 MW. Daqui a dois anos, porém, as usinas de vento já terão superado a capacidade das PCHs, gerando 5.272 MW, diante de 4.376 das PCHs.

"Temos de admitir que há um desalento generalizado com as PCHs", diz Charles Lenzi, presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), organização que também tem empreendimentos eólicos e de biomassa entre seus associados. "Entre os investidores não tem segredo, eles apostam no que consideram mais atrativo. Por isso, tem muita gente abandonando.^ PCH para investir nas eólicas e em biomassa", afirma Lenzi.

Além de ter uma energia com preço nada competitivo, as PCHs sofrem com o excesso de burocracia na aprovação dos projetos. Para participar de um leilão de energia, por exemplo, uma usina eólica ou de biomassa tem de apresentar apenas um estudo de viabilidade técnica à Aneel, enquanto a PCH precisa submeter um projeto básico à agência e, só depois de ter esse estudo aprovado, ir atrás da habilitação para participar da disputa.

A participação em leilões do governo não é garantia plena de sucesso, o que leva a maioria das PCHs a oferecer sua energia para o mercado livre, onde se negocia diretamente com grandes clientes. Um levantamento feito pela Abragel aponta que, entre 2005 e 2010, apenas 24 PCHs tiveram êxito em leilões, com a venda de 228,1 MW. Por outro lado, as eólicas, só em 2009 e 2010, fecharam 141 projetos com capacidade de geração de 1.678 MW.

Atualmente, há mais de 500 projetos de PCHs em trânsito na Aneel, aguardando - muitos deles por anos a fio - uma resposta final da agência. São muitos os casos em que a demora na aprovação de projetos mina o interesse do investidor, que desiste da empreitada e parte para outro negócio.

No discurso, o governo defende os projetos de PCHs. As pequenas usinas têm vantagens, como o fato de serem pulverizadas pelo país, o que diminui custos com a instalação de grandes Unhas de transmissão. Elas também são garantia de abastecimento regional, o que alivia o sistema nacional. As PCHs funcionam com turbinas a "fio d'água", modelo que dispensa forte queda de energia e que tem menor impacto ambiental. Além disso, essas usinas contam com uma indústria de equipamentos, operação e manutenção 100% nacional.

"Temos cobrado políticas que sejam isonômicas para fontes renováveis. Não temos nada contra outras fontes, pelo contrário, todas precisam crescer, mas o governo tem de dizer se PCH é importante ou não para a matriz do país", comenta Charles Lenzi. "Até porque, se elas não forem, o empreendedor precisa saber disso", completa.

Fabricantes pedem revisão de política de incentivo às fontes alternativas de geração

A crise das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) levou os fabricantes de equipamentos do setor a formar um grupo de trabalho para cobrar uma revisão na política de incentivos às fontes alternativas de energia. Nesta semana, representantes desse grupo, que conta com mais de 20 empresas, devem ter um encontro com a diretoria da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para discutir o assunto. Até outubro, os empresários pretendem entregar um raio-x do setor para o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Procurado para comentar o assunto, o MME não se manifestou até o fechamento desta edição.

Os empresários querem que as PCHs tenham a mesma isenção tributária dada às usinas eólicas e de biomassa. Pedem mais agilidade no processo de aprovação de projetos na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a ampliação de prazo de carência para financiamentos tomados via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com a migração dos investimentos de PCHs para outros projetos - principalmente para a geração eólica -, quem mais tem sofrido é a indústria nacional de equipamentos. "A situação é muito preocupante. O objetivo desse grupo de trabalho é tentar fazer algo antes que aconteça o pior", diz Luiz Antônio Valbusa, sócio e diretor-comercial da Semi Industrial.

Valbusa, que é coordenador do grupo de fabricantes de PCHs, tem sentido no bolso os reflexos da crise. Até três anos atrás, tudo corria bem nos planos da empresa paulista, diz ele. A Semi Industrial, que só desenvolvia projetos de engenharia para PCHs, decidiu ampliar os negócios e apostou suas fichas na fabricação de turbinas e equipamentos para as hidrelétricas. Valbusa e os sócios gastaram R$ 12 milhões na fábrica, contrataram e treinaram pessoal, mas a demanda não veio.

"Estamos com 20 PCHs na carteira, mas este ano só fechamos dois negócios. Dimensionamos nossa fábrica para fabricar 20 turbinas por ano, mas só devemos montar seis turbinas. É pouco perto do que podemos fazer", diz Valbuza.

Um levantamento feito pelos executivos aponta que a indústria nacional de PCHs teria capacidade de atender cerca de cem projetos de pequenas hidrelétricas por ano, o que significaria um giro de aproximadamente R$ 3,5 bilhões em negócios. A realidade está longe disso. "Tem cerca de uma dúzia de projetos em andamento no mercado, pouca gente está comprando equipamentos. As PCHs não deverão movimentar mais de R$ 300 milhões em investimento este ano", diz Valbusa.

Perguntado se a empresa já pensou em abandonar as PCHs para fabricar equipamentos de usinas eólicas, o empresário sorriu antes de responder: "É impossível. São coisas totalmente distintas. Queremos recuperar a competitividade das PCHs, é o que sabemos fazer."


Análise vai demorar menos, promete Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai rever os procedimentos usados para análise dos estudos de pequenas centrais hidrelétricas. Em resposta encaminhada ao Valor, a área técnica da agência informou que, "frente à grande quantidade de estudos que estão por vir, faz-se necessário reformular os procedimentos atualmente empregados, buscando formas de reduzir o tempo de análise desse estudos".

Uma audiência pública que trata dessa revisão e de estudos de inventário já foi finalizada pela área técnica e o processo está com a diretoria da Aneel. A expectativa é de que, dentro de um mês, a revisão seja deliberada.

Perguntada sobre as razões que levam projetos a passar anos na fila de espera, a Aneel criticou a baixa qualidade dos estudos enviados, tanto de inventário quanto de viabilidade, "que precisam ser complementados ou corrigidos para serem aprovados, o que implica retrabalho e em maior tempo para a finalização de ambos".

A agência também cita, no caso dos estudos de viabilidade, "a demora na obtenção de licenças ambientais, que interfere na ordem de análise dos estudos e na definição dos aproveitamentos que participarão dos leilões de energia".

Outro ponto que contribui para a demora na análise, segundo a Aneel, está relacionado aos estudos de quedas, objetivo principal dos estudos de inventário. "Em muitos casos não fica claro os critérios que levaram à seleção de uma alternativa, o que resulta na necessidade de esclarecimentos e complementações." Segundo a agência, também há casos em que "a alternativa escolhida é tendenciosa, não representando adequadamente o potencial ótimo da bacia, o que demanda uma atenção especial da equipe.
Fonte: Portal PCH

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Mercado de carbono florestal bate recordes em 2010

Enquanto as discussões globais sobre o futuro do Protocolo de Quioto continuam estacionadas, outras opções parecem surgir como uma luz no fim do túnel para a conservação das florestas. Na última semana, a organização Forest Trends lançou um relatório que revela que o mercado de carbono florestal bateu recordes no ano passado, chegando a comercializar US$ 178 milhões.

O documento, intitulado State of the Forest Carbon Markets 2011: From Canopy to Currency (Estado dos mercados de carbono florestal 2011: da cobertura florestal à moeda corrente) e publicado pelo projeto Ecosystem Marketplace, da organização Forest Trends, monitora, relata e analisa as tendências das transações globais de reduções de emissões geradas por projetos de carbono florestal.

Segundo Ellysar Baroudy, que administra o Fundo BioCarbon do Banco Mundial, “essa fonte excelente de informação sobre as transações de mercado da esfera florestal é uma parte vital da nossa visão de longo prazo para apoiar projetos de uso da terra a reduzir emissões de gases do efeito estufa e combater as mudanças climáticas de uma forma ambiental e socialmente responsável”.

A análise mostra que o ano de 2010 gerou recordes para os mercados de carbono florestal, recordes que já haviam sido atingidos em 2008 e 2009. De acordo com o relatório, no último ano, foram contratadas 30,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e) nos mercados de carbono florestal primários e secundários, e essas transações chegaram a um valor de US$ 178 milhões.

“Contratos para compensações de carbono florestal mais do que dobraram nos últimos dois anos, provavelmente devido às discussões políticas internacionais, e ao aumento da preocupação com o papel essencial que florestas têm no sequestro de carbono”, explicou Katherine Hamilton, diretora do Ecosystem Marketplace e autora do relatório, em um comunicado à imprensa.

Além destas informações, o documento indica que o crescimento do mercado de carbono florestal em 2010 foi alavancado por um grande aumento no número de projetos que protegem florestas ameaçadas, e também na quantidade de projetos para promover o manejo florestal.

Os projetos sob o programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) foram os que mais contribuíram para este crescimento, fornecendo 19,5 de um total de 29 MtCO2e, o equivalente a 70% do total contratado no mercado primário.

Cresceu ainda o fluxo de desenvolvedores, investidores e intermediários de projetos do setor privado. Nos anos anteriores, ao contrário, a maioria dos projetos era desenvolvida por organizações de conservação sem fins lucrativos.

“O cenário que surge de uma análise mais profunda da tendência das toneladas contratadas em 2009 e 2010 é fundamentalmente a de um quadro pequeno – mas crescente – de compradores prospectivos e investidores que fazem grandes apostas no futuro dos mercados de carbono florestal”, declara o relatório.

“O influxo do investimento do setor privado é uma indicação positiva de que algumas das maiores firmas financeiras têm confiança – ainda que apoiada por um estágio inicial de risco de mercado – de que os projetos de carbono florestal terão um papel significativo no futuro dos mercados de carbono e na redução das emissões de gases do efeito estufa”, concordou Steve Baczko, diretor de comercialização para o Ecosystem Restoration Associates Inc. (ERA).

Mas o documento aponta também que o número de projetos para desenvolver o plantio de árvores diminuiu. “Os únicos obstáculos para financiar e comercializar projetos de florestamento e/ou reflorestamento continuam a persistir e reprimir a habilidade dos mercados de carbono de incentivar uma das mais antigas estratégias para melhorar e restaurar a saúde ambiental – plantar árvores”, afirma a análise do Ecosystem Marketplace.

No balanço geral, o relatório admite que apesar dos bons indicadores, o mercado de carbono florestal ainda não é seguro.“Enquanto o mercado se fixou o suficiente para atrair novos desenvolvedores e investidores para participar, muitos observadores ainda se mantêm cautelosos em meio às incertezas significativas”.

David Diaz, coautor do documento, confirmou essa visão de incerteza, e finalizou dizendo que ainda há um longo caminho a ser trilhado. “Esses mercados têm mostrado grandes inovações e crescimento, mas ainda temos um longo caminho para canalizar uma quantidade suficiente de fundos para controlar a perda florestal global, que é uma fonte importante de emissões de gases do efeito estufa”.
Fonte: Instituto Carbono Brasil

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Equipe da Ecossis finalizou diagnóstico da floresta Nacional Saracá-Taquera

Projeto ambiental foi solicitado pelo Serviço Florestal Brasileiro.

A equipe multidisciplinar da Ecossis Soluções Ambientais entregou na última sexta feira (23), o Dignóstico da Floresta Nacional Saracá-Taquera, compreendendo os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa, no estado do Pará.

O Diagnóstico corresponde à primeira etapa da Revisão do Plano de manejo atual da Floresta Saracá-Taquera, e está sendo realizado pela Ecossis, contratada pelo Serviço Florestal Brasileiro.

Segundo a Geógrafa e coordenadora técnica do projeto, Juliana Rodrigues, a revisão do diagnóstico visa descrever a unidade de conservação, identificar as lacunas do plano de manejo atual e reformulá-las baseadas em estudos e pesquisas recentes, com a adequação de novas realidades, acrescentou Rodrigues.

O plano de manejo da FLONA Saracá-Taquera está sendo desenvolvido pelos Biólogos Caroline Dias, Demétrio Guadagnin e Mônica Pupe, pelos Sociólogos Eduardo Audibert e Jones Selbach, pela Geóloga Clarissa Morello, e pela Geógrafa Juliana Rodrigues. A previsão de conclusão dos trabalhos é fevereiro de 2012.

*Lenize Lopes

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vaga para estudante de Publicidade e Propaganda

Ministra do Meio Ambiente defende licença do Ibama para Belo Monte

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu na última sexta-feira (30) a licença ambiental concedida pelo Ibama para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, e disse que a liminar da Justiça ordenando uma paralisação parcial das obras nesta semana pode ser revertida.

Em junho, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), autorizou o início das obras do empreendimento baseado em estudo de impacto ambiental.

“A concessão (da licença ambiental) de Belo Monte foi feita com todo rigor técnico e não houve nenhuma intervenção política. É um dos estudos mais sérios e completos realizados pelo Ibama”, disse a ministra em entrevista a jornalistas estrangeiros no Rio de Janeiro.

Na terça-feira (27), a Justiça Federal concedeu uma liminar (decisão provisória) determinando a paralisação parcial imediata da obra. A decisão atende ao pedido da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat), cujos integrantes trabalham na região da futura usina. A empreendedora Norte Energia, responsável pela obra, informou em nota que ainda não recebeu notificação da Justiça Federal a respeito da decisão.

“O juiz deu uma medida cautelar para suspender a obra no intuito de verificar o contexto da denúncia. Assim como ela veio, ela pode cair, como já aconteceu anteriormente”, explicou a ministra.

De acordo com a ministra, o consórcio ainda pode apelar e “se o juiz consultar o Ibama sobre qualquer informação em relação à concessão da licença ambiental, o instituto terá todas as informações disponíveis”. Depois de concluída, a usina de Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do país, atrás somente da binacional Itaipu.

Embargo
A liminar, assinada pelo juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, proibiu a Norte Energia de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu. A obra no rio ainda não começou. A liminar não impede, porém, a continuidade de obras de implantação de canteiros e de residências, por não interferirem na navegação e na atividade pesqueira.

Dentre as atividades proibidas pela Justiça no rio estão “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais" ou qualquer obra que interfira no curso natural do Rio Xingu e possa afetar a população de peixes que ali vive.

A multa diária fixada pela 9ª Vara Ambiental em caso de descumprimento é de R$ 200 mil. Ao empreendedor, a Norte Energia, cabe entrar com recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília (DF), segundo informações da Justiça.
Fonte: G1

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