quinta-feira, 31 de março de 2011

Cidades não estão prontas para as mudanças climáticas

ONU alerta que o atual modelo de urbanização está em rota de colisão com o clima e que se os governos não agirem rapidamente o aquecimento global poderá fazer com que 200 milhões de pessoas fiquem desabrigadas até 2050.

Se os cálculos das emissões de gases do efeito estufa das cidades englobarem processos como o consumo e geração de energia, os transportes e a produção industrial, as áreas urbanas aparecerão como as grandes vilãs mundiais, ficando responsáveis por 70% das emissões sendo que ocupam apenas 2% do território do planeta. É justamente como protagonistas das mudanças climáticas que o relatório Cities and Climate Change: Global Report on Human Settlements 2011 (Cidades e Mudanças Climáticas: Relatório Global sobre as Ocupações Humanas 2011) apresenta as cidades. Produzido pelo UN-Habitat, programa da ONU direcionado para promover o desenvolvimento social e ambiental das cidades, o documento afirma que o modelo atual de urbanização está seguindo um rumo de alto risco devido às transformações no clima.

“Nas próximas décadas, as mudanças climáticas irão fazer com que centenas de milhões de pessoas, na sua maioria as mais pobres e marginalizadas, fiquem cada vez mais vulneráveis a enchentes, deslizamentos de terra e outros desastres naturais. Esta é a previsão que fazemos baseados na melhor ciência que temos disponível”, alerta Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, no prefácio do relatório. Segundo dados da ONU, 59% da população mundial habitará áreas urbanas até 2030, sendo que a cada ano mais 67 milhões de pessoas passam a viver em cidades.

Esse cenário pode ainda ser alterado, pois o lado positivo das cidades serem responsáveis por 70% das emissões é que ações vigorosas bem direcionadas podem surtir um grande efeito. “O nosso relatório procura disseminar o conhecimento e contribuir para que as cidades consigam mitigar o aquecimento global e se adaptar às mudanças climáticas. Além disso, identificamos medidas já existentes e que podem ser replicadas em mais locais”, explicou Joan Clos, diretor executivo do UN-Habitat.

Entre essas políticas o relatório destaca, por exemplo, a cobrança de pedágio para a circulação de veículos privados nos centros das grandes metrópoles européias. Além de reduzir as emissões e melhorar a mobilidade urbana, os recursos adquiridos podem ser destinados para ações sustentáveis. Outra medida citada é a reforma de prédios públicos e a obrigatoriedade de adoção de padrões de eficiência energética para novas construções.

Com relação à adaptação às mudanças climáticas que já são irreversíveis, o UN-Habitat recomenda algumas normas simples principalmente para a construção de casas populares em países em desenvolvimento. Melhores fundações, aterramento mais elevado e colocação de plataformas sob os móveis são medidas simples que podem evitar com que as pessoas percam tudo o que possuem em cada enchente. Nosso relatório pode ajudar neste sentido, divulgando as melhores práticas já existentes e facilitando o intercâmbio de informações. É fundamental que as cidades percebam o quão importante é o papel delas para combater as mudanças climáticas”, concluiu Joan Clos.
Foto: Carbono Brasil

Assine a Petição pelo Código Florestal

As proposta do novo Código Florestal Brasileiro será votada na Câmara dos Deputados em breve! Deputados ruralistas estão investindo fortemente em uma campanha absurda para remover proteções ambientais e anistiar desmatadores. Se eles conseguirem, vastas áreas de vegetação nativa ficarão expostas ao desmatamento. Especialistas concordam que as alterações propostas pelos ruralistas para o Código Florestal podem levar a terríveis consequências, como agravamento de enchentes e deslizamentos, assoreamento de rios, perdas para a própria produção agrícola. Mas os ruralistas não escutam e querem aprovar a proposta agora! Assine a petição pedindo para os nossos deputados defenderem as florestas! . Vote aqui: https://secure.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?r=act

quarta-feira, 30 de março de 2011

O III Amcham Golf Cup teve o apoio da Ecossis

Ecossis esteve presente no III Amcham Golf Cup. O evento relacionado às práticas esportivas ocorreu nos dias 26 e 27 de 2011 no  Graciosa Country Club, em Curitiba, e contou com um campeonato de golf, tendas de iniciação entre outras atrações. A Ecossis além de ser uma das apoiadoras, esteve presente no evento.

Segundo Gustavo Leite, diretor da Ecossis, o apoio surgiu de um projeto em conjunto com a Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (AMCHAM), no intuito de realizar a neutralização do carbono do evento.  Participaram do torneio aproximadamente 100 jogadores.  A terceira edição do evento foi uma realização da Câmara Americana de Comércio Brasil, oferecimento do Grupo Thá e patrocínio da Stuttgart Sportcar. Em torno de 2000 visitantes prestigiaram o evento.

Energia extraída por "folha artificial" pode iluminar uma casa inteira

Cientistas anunciaram, neste domingo (27), a primeira folha artificial que consegue transformar água em energia. Trata-se de uma célula solar capaz de imitar a fotossíntese – processo, que nas plantas verdes, serve para converter a luz solar e a água em energia –, com dez vezes mais eficiência. A novidade é formada por silício, circuitos eletrônicos e substâncias catalisadoras – usadas para acelerar reações químicas.

Colocado sob um litro de água e exposto à luz solar, o dispositivo pode produzir eletricidade suficiente para abastecer uma casa por dia, explica o químico Daniel Nocera, coordenador do estudo feito no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), nos Estados Unidos, que resultou na folha. A célula usa cobalto e níquel para dividir os dois componentes da água: oxigênio e hidrogênio. Esses dois componentes são armazenados em uma célula de combustível, colocada no alto de uma casa ou em sua lateral, que usa essas duas substâncias para produzir eletricidade.

A primeira tentativa de criar uma folha artificial nos Estados Unidos aconteceu há mais de uma década. Embora fosse eficiente para imitar a fotossíntese, o modelo antigo era baseado em metais raros e caros e só durava um dia. A folha artificial desenvolvida por Nocera e sua equipe supera esses obstáculos porque é simples e feita de materiais baratos que são facilmente encontrados. Estudos em laboratório mostraram que o produto pode funcionar por pelo menos 45 horas sem uma gota, explicou o cientista.

- A folha artificial promete ser uma fonte barata de eletricidade para as casas das pessoas pobres nos países em desenvolvimento. Nosso objetivo é fazer com que cada casa tenha a sua própria estação de energia. Podemos imaginar vilarejos na índia e na África, que poderão comprar um sistema de alimentação de energia a preços acessíveis.
Fonte: Portal PCH

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pesquisadores apresentam sugestões ao governo do Rio para prevenir desastres naturais

Os pesquisadores do Instituto de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) apresentaram hoje (25) ao governo do Rio sugestões de medidas para evitar catástrofes como as causadas pelas chuvas que castigaram a região serrana fluminense em janeiro. Parte das sugestões já constava num relatório encaminhado no mês passado à Presidência da República, entre as quais estão a execução de mapeamentos de risco, a criação de um sistema de alerta e a desocupação gradual de áreas de risco.

Especificamente para o Rio de Janeiro, os pesquisadores sugeriram que cada uma das nove bacias hidrográficas do estado tenha um comitê para desenvolver planos de desenvolvimento regional de prevenção e de contingência. O comitê seria coordenado por um oficial do Corpo de Bombeiros e participação de autoridades ambientais, da Defesa Civil, da Polícia Militar, de órgãos municipais e de empresas privadas. “A ideia é fazer a prevenção, usar as informações em tempo hábil, o que é difícil, no caso de grandes temporais, treinar a sociedade e estabelecer padrões. Nós não temos no Brasil a tradição de se proteger do risco. 

Há uma resistência da população”, disse o diretor do Coppe, Luiz Pinguelli Rosa. Segundo o subsecretário estadual do Ambiente, Luiz Firmino, as sugestões dos pesquisadores serão analisadas pelo governo do Rio. Uma comissão estadual, criada logo depois das chuvas de janeiro, poderá usar as sugestões no relatório que será encaminhado até o fim do mês ao governador Sérgio Cabral. O documento propõe medidas para prevenir e minimizar desastres naturais.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Animais tentam escapar de cheia no Pantanal

Animais silvestres no Pantanal de Mato Grosso do Sul procuram refúgio em poucas áreas que permaneceram secas após uma cheia que isolou sedes de fazendas e prejudica a retirada de rebanhos por caminhões boiadeiros. A cheia atingiu a estrada parque, um corredor turístico e rota comum de pecuaristas. “Está ficando complicado, todo mundo está indo embora. Não tem mais o que fazer”, diz o pecuarista Marcos Wanderley. “De um dia para o outro se nota, mais ou menos, um palmo de altura acima do aterro”. 

Um trecho da estrada mais parece a correnteza de um rio. A via, que tem 130 quilômetros, está com um trecho de 70 quilômetros interditado.  Pontes foram levadas pela força da água. A situação da estrada dificulta a retirada de gado. “A situação está muito difícil. É muita água, as pontes não dão condições para trabalhar. Essa época é um sofrimento”, conta o caminhoneiro Antonio Carlos de Queiroz. Do outro lado do rio, caminhões estão cheios de bois debilitados. Um bezerro fraco é pisoteado por outros animais em um dos caminhões. “

O estado do gado que estamos transportando é fraco porque está preso, sem comer”, diz o caminhoneiro Paulino Campos. Alguns animais nadam sem rumo, buscando um pedaço de terra seca para se abrigar. Outros não resistiram à falta de comida e morreram. “É terrível. Uma coisa que os próprios pantaneiros nunca viram igua. Animais morrendo, pessoas ilhadas sem terem condições de se mover”, diz o pecuarista Catarino Gimenez.
Fonte:G1

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vem aí o 6° encontro dos Profissionais do Meio Ambiente

 
O evento será realizado no Auditório da empresa Dow Corning, na cidade de Hortolândia SP, no dia 27 de abril de 2011. O encontro tem a finalidade de discutir temas relacionados com a sustentabilidade, a interação de agentes e especialistas da área, prefeitos e empresas da Região Metropolitana de Campinas, bem como a apresentação e exposição de produtos, serviços e tecnologias com foco em sustentabilidade. Assista ao vídeo do 3° encontro dos Profissionais do Meio Ambiente. Mais Informações: http://www.elusambiental.org.br/

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