segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ecossis realiza a primeira saída de campo para elaboração do Diagnóstico Ambiental de quatro PCH´S na região nordeste do Rio Grande do Sul

Ecossis desenvolverá Diagnóstico Ambiental para a Coenel

A equipe técnica da Ecossis estará realizando entre os dias 06 e 10 de fevereiro, a primeira saída de campo para elaboração do Diagnóstico Ambiental das áreas onde a Coenel Geração e Consultoria de Energia Elétrica pretende instalar quatro Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH´S), na região nordeste do Rio Grande do Sul.

As futuras PCH’s, responsáveis pela a geração de energia, estarão localizadas no rio Santa Rita, situado na divisa dos municípios de Muitos Capões e Lagoa Vermelha no Rio grande do Sul.

Neste primeiro campo será realizada a Descrição dos usos da água na área proposta para implantação do empreendimento, Avaliação da qualidade atual da água na área de influência da atividade, Caracterização do uso do solo, Laudo de cobertura vegetal da área de implantação da obra, Laudo de fauna na área de implantação e na área de preservação permanente, Levantamento da fauna aquática da Sub-bacia hidrográfica e Levantamento cadastral das propriedades afetadas pelo empreendimento.

Fazem parte da equipe, os biólogos Cássio Sartori, Andrio Gonçalves e o estagiário Gabriel Armiliattto, a geógrafa Maria Isabel, os ecólogos Matheus Vieira Volcan e Luis Esteban Lanes.
*Lenize Lopes

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Composteira Doméstica é a Solução para o Lixo Orgânico

Créditos/Climex
A destinação incorreta do lixo é um dos maiores problemas ambientais do Brasil. A maioria dos municípios do país não possui um aterro sanitário adequado para tratar os resíduos. As consequências são várias: emissões de gás metano, poluição de lençóis freáticos e propagação de doenças, entre outras.

Ao contrário do que muitos pensam, reverter esse quadro não é difícil. É possível reduzir em grandes quantidades o volume de lixo que produzimos. O segredo é a vermicompostagem. Ao invés de jogar resíduos orgânicos no lixo, basta alimentar minhocas. A princípio parece bem estranho, mas o processo é simples, prático e higiênico.

É necessário apenas uma composteira doméstica, que a empresa Morada de Floresta teve a grande sacada de produzir. São três caixas de plástico empilhadas. Nas duas caixas de cima colocam-se as minhocas e o lixo orgânico. Os bichinhos circulam entre as duas caixas através de furos nos fundos.

Eles alimentam-se dos resíduos e produzem um fertilizante natural e rico em nutrientes, que pode ser colocado em vasos e canteiros de plantas. Pelos furos da caixa inferior cai o adubo líquido, que é retirado através de uma pequena torneira acoplada. Ele também possui grande valor nutritivo para as plantas.

A composteira cabe em locais pequenos e não produz mau cheiro. Ela pode ser colocada em áreas de serviço, varandas, jardins, escolas e escritórios. Podem ser depositados pó de café e chá, cascas de legumes, de verduras e de frutas, alimentos estragados, ossos, guardanapos usados, poeira, papéis, jornais e até fios de cabelo. Só é preciso ficar atento com alimentos cítricos, carnes e gorduras. O ideal é balancear o que é colorido (rico em nitrogênio) com o que é marrom (rico em carbono).

O resultado final será uma terra rica em nutrientes sem qualquer necessidade de fertilizantes químicos. Além da diminuição do volume de lixo em cerca de 50%. Você pode comprar a composteira doméstica no Greenforma.
Fonte: Style Greenvana

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Copel contrata Ecossis para desenvolver Plano de Monitoramento do Risco de Colisão de Aves e Morcegos em Linha de Transmissão

Monitoramento avaliará a existência da mortandade de aves e morcegos

A Copel Companhia Paranaense de Energia contratou a Ecossis para executar um Plano de Monitoramento do Risco de Colisão de Aves e Morcegos na Linha de Transmissão 525 kV Foz do Iguaçu – Cascavel Oeste, no Paraná.

A equipe de biólogos da Ecossis, e a oceanógrafa coordenadora do plano de monitoramento Caroline Nascimento realizarão durante um ano, observações diretas na área de alcance do empreendimento para avaliar o comportamento das aves e morcegos em relação à linha de transmissão.

Com o Plano de Monitoramento, a Ecossis irá avaliar a existência da mortandade de aves e morcegos por colisão ou eletrocussão nas estruturas da linha de transmissão. Além da existência ou não, deste impacto sobre indivíduos da avifauna e da quiropterofauna da área de influência do empreendimento.

Conforme o Diretor Técnico Moreira, um dos pontos a ser monitorado encontra-se no município de Matelândia, em área particular. E apresenta vegetação densa e bem estruturada. Já o restante dos pontos está localizado na faixa de vegetação ciliar existentes às margens do reservatório Itaipu, caracterizados como importantes abrigos de espécies ribeirinhas, falou Moreira.
* Lenize Lopes

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sensores de fibra óptica tornarão mais eficiente o monitoramento de geradores de hidrelétricas

Uma tecnologia desenvolvida no Laboratório de Instrumentação Fotônica (LIF) da Coordenação de Programas de Pós Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) promete revolucionar o monitoramento de temperatura de geradores de usinas hidrelétricas no país, garantindo vida útil mais longa aos equipamentos.

O projeto piloto foi instalado na Usina de Samuel, operada pela Eletronorte em Rondônia, e apresenta resultados positivos após dois anos e meio de testes, disse o coordenador do LIF, Marcelo Werneck, professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe.

Com a contratação do projeto pela Eletronorte, ele acredita que o sistema poderá passar a ser fabricado em série para atender a novas usinas hidrelétricas. Marcelo Werneck disse que a partir de agora, a Coppe vai desenvolver os novos sensores juntamente com uma empresa nacional, de modo a produzir um “cabeça de série” - produto pronto para ser utilizado. “Você fecha o triângulo de P&D [pesquisa e desenvolvimento], que une o usuário, o fabricante e o laboratório de pesquisas”.

O novo sistema usa sensores de fibra óptica para fazer o monitoramento remoto da temperatura dos geradores, em substituição aos sensores convencionais, “que utilizam as técnicas que a gente já conhece há mais de 100 anos na eletrônica e que estão fazendo o seu papel de manter a temperatura constante”, explicou Werneck.

O novo sistema desenvolvido pela Coppe utiliza técnicas mais avançadas e eficientes. A principal vantagem da aplicação de fibra óptica, “já que ela é de vidro e o vidro é um isolante elétrico, é que você pode medir coisas muito próximas ou até em cima de locais energizados, em alta tensão”.

Não se pode fazer o mesmo com os sensores convencionais, porque eles dão contato, isto é, passagem elétrica, e exigem cuidados para serem usados próximos à rede em alta tensão, acrescentou. Por isso, Werneck considera que as maiores aplicações dos sensores de fibra óptica são em locais de difícil acesso e em alta tensão. “Daí a vantagem dessa aplicação”. O acompanhamento da temperatura dos hidrogeradores previne ainda danos ao equipamento.

Outra vantagem é que a fibra óptica é mais fina e menor e, por essa razão, gera um aproveitamento melhor do espaço. “A fibra óptica cabe em locais menores e ocupa menos espaço do que os fios de cobre. Um único cabo de fibra óptica pode conter até 20 sensores”. No caso dos sensores convencionais, cada um tem um fio de cobre que vai até a sala de comando. Como esses fios de cobre são grossos, largos e pesados, eles ocupam maior espaço.

A manutenção e a instalação também serão mais baratas, estimou o professor da Coppe. O projeto com a Eletronorte tem prazo de 12 meses para ser desenvolvido. 0 coordenador do LIF acredita que até o fim do ano haverá uma linha de montagem pronta para fabricar o novo sistema em série, “a tempo ainda de pegar [a usina hidrelétrica de] Belo Monte, no Rio Xingu (PA), e outras que virão. Espero poder fornecer para eles esse produto”.

A nova tecnologia é resultado da tese de doutorado de Regina Allil e da dissertação de mestrado de Bessie Ribeiro, alunas do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe. O sistema é composto por quatro sensores e apenas um cabo de fibra óptica.
Fonte: Eletrobras

Projeto prevê incentivos fiscais a quem utilizar energia solar

Tramita na Câmara dos Deputados projeto que concede incentivos fiscais a quem utilizar energia solar em residências e empreendimentos. O projeto de lei 2562/11, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), prevê que os contribuintes poderão deduzir do imposto de renda devido, até o ano de 2020, parte das despesas com a aquisição de bens e serviços necessários ao uso de energia solar.

O objetivo da proposta é aumentar a utilização da energia solar, reduzindo seu custo e estimulando aenergia renovável. Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A dedução prevista, com base na tabela do imposto de renda para pessoa física, tem os seguintes limites: de 100% entre R$ 1.499,16 e 2.246,75; de 75% entre R$ 2.246,76 e 2.995,70; de 50% entre R$ 2.995,71 e R$ 3.743,19; de 25% acima de R$ 3.743,19. Esses valores deverão ser reajustados conforme a atualização da tabela do imposto de renda.

No caso da pessoa jurídica, a dedução é de 100% para a empresa de pequeno porte; de 75% para a empresa regida pelo Supersimples; de 50% para a empresa regida pelo lucro presumido; e 25% pela regida pelo lucro real. As instalações que empreguem energia solar para aquecimento de água ou geração direta de energia deverão ser inspecionadas pelas distribuidoras de energia locais. Clique aqui para ver o projeto na íntegra.
Fonte: Agência Ambiente Energia

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Falta de sustentabilidade do modelo econômico é tema central do Fórum Social Temático em Porto Alegre

Se em 2001, quando o Fórum Social Mundial (FSM) foi criado em contraponto ao Fórum Econômico de Davos, o neoliberalismo era o principal alvo da crítica dos que acreditavam em “um outro mundo possível”, atualmente é outra face do capitalismo que preocupa os altermundistas: a falta de sustentabilidade do modelo econômico. O tema será o centro dos debates do Fórum Social Temático (FST), que começou na terça - feira (24) em Porto Alegre.

O FST – cujo tema será Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental – deverá ser uma prévia da Cúpula dos Povos, encontro de movimentos sociais paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho.

Um dos pais do FSM Oded Grajew diz que a preocupação ambiental sempre esteve na agenda dos que queriam uma alternativa às idéias pregadas em Davos (sede do Fórum Econômico), e que ganhou força nos últimos onze anos.

“Desde o começo, a ideia era ter um modelo de desenvolvimento sustentável, em contraponto ao neoliberalismo. Em 2001, a palavra talvez não fosse essa, sustentabilidade, mas era esse o modelo. Um modelo que oferece um desenvolvimento sustentável, para todos e ao mesmo tempo, nas dimensões econômica, alimentar, social, cultural. Essa é a idéia desde o começo do FSM”, lembrou Grajew, em entrevista à Agência Brasil.

As crises financeiras de 2008 e a atual mostram que o modelo neoliberal tem falhado e que os defensores de Davos estavam errados, segundo Grajew, e fechar os olhos para a crise ambiental pode levar a consequências mais graves que a quebra de mercados. “Demos alertas sobre a crise financeira, os riscos, a falta de regulação e os neoliberais fecharam os olhos. É melhor prestar atenção para uma coisa que pode ser muita mais desastrosa”, avaliou.

Entre as preocupações ambientais que podem levar a uma crise ambiental estão o esgotamento dos recursos naturais, a insegurança alimentar, a crise energética e as mudanças climáticas.

No FST, ativistas vão tentar articular propostas alternativas às que serão apresentadas pelos governos na Rio+20. Segundo Grajew, o texto-base das negociações da conferência apenas tangencia os problemas, sem apontar soluções ou compromissos que apontem para mudanças significativas no atual padrão de desenvolvimento.

“É preciso uma mudança de abordagem: em nenhum momento está se apontando as questões do limite do planeta e de combater a desigualdade, se fala em pobreza, em uma visão muito filantrópica”, criticou.

O encontro dessa semana em Porto Alegre deverá manter a tradição do FSM de não divulgar uma posição única, mas, segundo Grajew, a expectativa é que ativistas de todo o mundo, inclusive representantes de movimentos como a Primavera Árabe, as manifestações estudantis chilenas, o Occupy Wall Street e os Indignados da Espanha se unam para cobrar desde já resultados mais efetivos da Rio+20.

“Tudo caminha para que a conferência seja um evento sem consequências práticas. É preciso haver comprometimento com metas numéricas relacionadas a mudanças no padrão energético, diminuição das desigualdades, conservação da biodiversidade, metas de redução de mortalidade infantil. Metas sociais, econômicas e ambientais, políticas que liberem governos do poder econômico, democratização das instituições multilaterais”, sugeriu.

Até domingo (29), cerca de 30 mil pessoas devem participar do FST, segundo estimativas da organização. A programação inclui mais de mil atividades em Porto Alegre e em mais três cidades da região metropolitana da capital gaúcha.
Fonte: jma

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Você sabe o que é um Licenciamento Ambiental?

É o procedimento administrativo realizado pelo órgão ambiental competente, que pode ser federal, estadual ou municipal, para licenciar a instalação, ampliação, modificação e operação de atividades e empreendimentos que utilizam recursos naturais, ou que sejam potencialmente poluidores ou que possam causar degradação ambiental.

O licenciamento é um dos instrumentos de gestão ambiental estabelecido pela lei Federal n.º 6938, de 31/08/81, também conhecida como Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.

Em 1997, a Resolução nº 237 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente definiu as competências da União, Estados e Municípios e determinou que o licenciamento deverá ser sempre feito em um único nível de competência.

No licenciamento ambiental são avaliados impactos causados pelo empreendimento, tais como: seu potencial ou sua capacidade de gerar líquidos poluentes (despejos e efluentes), resíduos sólidos, emissões atmosféricas, ruídos e o potencial de risco, como por exemplo, explosões e incêndios.

Cabe ressaltar, que algumas atividades causam danos ao meio ambiente principalmente na sua instalação. É o caso da construção de estradas e hidrelétricas, por exemplo.

É importante lembrar que as licenças ambientais estabelecem as condições para que a atividade ou o empreendimento cause o menor impacto possível ao meio ambiente. Por isso, qualquer alteração deve ser submetida a novo licenciamento, com a solicitação de Licença Prévia.

Etapas do Licenciamento Ambiental

Licença Prévia (LP) - Licença que deve ser solicitada na fase de planejamento da implantação, alteração ou ampliação do empreendimento. Aprova a viabilidade ambiental do empreendimento, não autorizando o início das obras.

Licença Instalação (LI) - Licença que aprova os projetos. É a licença que autoriza o início da obra/empreendimento. É concedida depois de atendidas as condições da Licença Prévia.

Licença de Operação (LO) - Licença que autoriza o início do funcionamento do empreendimento/obra. É concedida depois de atendidas as condições da Licença de Instalação.

A solicitação de qualquer uma das licenças deve estar de acordo com a fase em que se encontra a atividade/ empreendimento: concepção, obra, operação ou ampliação, mesmo que não tenha obtido anteriormente a Licença prevista em Lei.

Atividades que estiverem em fase de ampliação e não possuírem Licença de Operação deverão solicitar, ao mesmo tempo, a LO da parte existente e a LP para a nova situação. No caso de já possuírem a LO deverão solicitar LP para a situação pretendida.

Para atividades Industriais

• Nos procedimentos de licenciamento de indústrias de maior porte e grande potencial poluidor, a FEPAM controla a qualidade dos despejos líquidos lançados por elas nos corpos hídricos do Estado. Esse controle é realizado pelo SISAUTO- Sistema de Automonitoramento. Acesse as planilhas

• A FEPAM também possui procedimentos específicos para o gerenciamento dos resíduos sólidos industriais.

Definições importantes

Empreendedor: Responsável legal pelo empreendimento/atividade.
Empreendimento: Atividade desenvolvida em uma determinada área física.
Poluição: Qualquer alteração nas condições ambientais originais, capaz de produzir efeitos/impactos negativos.
Fonte: FEPAM

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