quinta-feira, 29 de março de 2012

Nova barragem em Bagé

Reservatório irá resolver a grande escassez de água no município
Arvorezinha, com conclusão prevista para setembro, terá quatro vezes a capacidade dos três reservatórios hoje utilizados As obras de construção da Barragem da Arvorezinha, em Bagé, completam um ano hoje. O reservatório terá quatro vezes a capacidade de armazenamento dos três usados atualmente para abastecer a cidade, podendo armazenar 18 bilhões de litros de água. Segundo os técnicos do Ministério da Integração Nacional que fiscalizaram o trabalho na semana passada, o cronograma inicial está sendo cumprido conforme o previsto. Considerando-se que o prazo preestabelecido para a conclusão foi de 18 meses, a barragem deverá ficar pronta no fim de setembro. A Marco Projetos e Construções, responsável pela execução, está escavando o vertedouro, concluindo a estrada que servirá de desvio e fazendo o aterro que ajudará no assentamento da Arvorezinha e evitará infiltração. 

Neste mês, a Ecossis, empresa responsável pelo Plano Básico Ambiental da barragem, contratou equipe para fiscalizar o processo de desmatamento de 115 hectares de vegetação na área de alague. Os profissionais também estão encarregados do mapeamento e monitoramento das formações rochosas existentes. Segundo Hélder Falcão de Azevedo Gomes, analista ambiental da empresa, são desenvolvidos 19 projetos, incluindo o Plano Ambiental para a Construção e o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas. Segundo ele, ações como resgate de flora e fauna silvestres também foram iniciadas. Já a Engeplus Engenharia e Consultoria é a responsável pela fiscalização de toda a obra. Segundo o engenheiro Mário Araújo, está em Bagé uma equipe composta por profissionais de várias áreas, tendo o apoio do escritório em Porto Alegre. 

O investimento na barragem totaliza R$ 34 milhões, sendo R$ 30 milhões do governo federal e R$ 4 milhões de contrapartida da prefeitura. Enquanto aguarda a conclusão do reservatório, a população enfrenta um racionamento de 12 horas diárias. Segundo informações do Departamento de Água e Esgotos de Bagé (Daeb), o município já acumula um déficit hídrico superior a 1.340 milímetros nos últimos 12 meses. A Barragem da Sanga Rasa registrou ontem 5,30 metros abaixo do nível normal. Já a do Piraí estava 2,85 m aquém do ideal. A Emergencial é a que menos contribui para o abastecimento e encontrava-se praticamente cheia. 

Conforme o diretor do Daeb, Antônio Parera, os 18 bilhões de litros de reserva da Arvorezinha resolverão os problemas causados pelas repetidas secas na região. A obra pode ser visitada diariamente, das 15h às 18h. Nos próximos dias, serão colocadas placas indicativas na via de mais fácil acesso ao local, partindo da avenida Sete de Setembro. A barragem fica a 7 quilômetros do centro da cidade. 
Fonte: Correio do Povo

quinta-feira, 22 de março de 2012

Faça a sua parte também!

Aprenda a fazer grafite de musgo


(1) 3 chumaços de Musgo (pode ser o da rua também) / 700ml de Água Morna; esfarele o Musgo: jogue a Água.
(2) 2 colheres de sopa de Gel Hidroretentor (vende em loja especializada em plantio); adicione o Gel Hidroretentor para plantio.
(3) 120 ml de Leitelho (Para fazer uma xícara de Leitelho é muito fácil, apenas acrescente um 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre branco em uma xícara de leite e deixe descansar por cerca de 10 minutos antes de usar.); adicione o Leitelho
(4) Ligue o Liquidificador até virar um mingau (2-5 min)
(5) Coloque em um Balde
(6) Pinte sobre Madeira ou Concreto Áspero
(7) Umedeça Semanalmente
(8) Veja sua Arte crescer

Fonte:
Planejamento Urbano Emergencial

sexta-feira, 16 de março de 2012

Aprenda a fazer a horta de garrafa PET do “Lar Doce Lar”

O arquiteto Marcelo Rosenbaum, que comanda o quadro “Lar Doce Lar”, no programa Caldeirão do Huck, embarcou de vez na onda da sustentabilidade. Um de seus projetos incluiu a Horta Vertical feita com garrafas PET. A ideia foi tão apreciada pelos internautas que ele explicou, em seu site, passo a passo como fazer um modelo parecido.

A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original.

Para ter uma horta vertical igual à que o Rosenbaum fez para a Família Rodrigues, de São Paulo, são necessários os seguintes materiais: garrafas PET de dois litros (vazias e limpas); tesoura; corda de varal, cordoalha, barbante ou arame; arruelas (somente para quem optar por cordoalhas ou arames); terra e muda de planta.

A primeira tarefa a ser realizada é o corte das garrafas. Todas elas devem ser cortadas da mesma forma, com uma espécie de janela, que será a abertura por onde a planta irá crescer. A distância entre a parte debaixo da garrafa e a abertura pode ser de “três dedos”; na parte de cima pode ser contado um palmo até o corte, conforme mostrado na galeria acima.

Dois furos devem ser feitos na garrafa na região próxima às aberturas, superior e inferior. Será por este espaço que o cordão que segura as garrafas irá passar. O ideal é que todas tenham marcações em distâncias equivalentes, para manter a simetria quando forem penduradas na parede. O fundo de todas as garrafas deve ter um furo, que permita a saída do excesso de água na terra.

Dois fios, que passam pelas extremidades das garrafas, as mantêm presas. Por isso, as arruelas são utilizadas. Quem optar pelo uso dos arames deve colocar as arruelas logo abaixo das garrafas, para servirem como “calço”, para que elas não escorreguem. O barbante e a corda de varal não precisam disso. Nesses casos, basta dar um nó na altura em que a garrafa deverá ficar.

Com as garrafas devidamente presas e alinhadas, basta colocar a terra, a semente e cuidar para que as plantas cresçam saudáveis.
Fonte:JMA

Plantas daninhas podem ser hospedeiras de fungo

Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP, em Piracicaba, mostra que plantas daninhas podem atuar como hospedeiras alternativas do fungo Colletotrichum acutatum, causador da Podridão Floral dos Citros (PFC), doença que afeta as áreas de citricultura. O trabalho do biólogo Guilherme Fernando Frare aponta que as plantas podem servir como fontes de inóculo primário, ou seja, como possíveis responsáveis pela chegada da doença no pomar.
O projeto teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e, com foco em daninhas comumente encontradas em pomares de citros no Estado de São Paulo, o pesquisador plantou sementes de capim-amargoso, picão-preto, capim marmelada, trapoeraba, capim carrapicho, braquiaria e capim colonião em vasos de cinco litros, contendo uma mistura de terra argilosa, matéria orgânica e areia. Trinta dias após a germinação das sementes, as plantas foram transplantadas individualmente para vasos de cinco litros e mantidas a céu aberto até o momento da inoculação.

Em seguida, foram feitos de quatro a seis círculos de aproximadamente um centímetro de diâmetro em 24 folhas de cada espécie de planta daninha nos quais foram depositados 70 μL da suspensão de conídios de C. acutatum, proveniente de plantas de citros com sintoma de PFC. Após a inoculação, as plantas foram mantidas em câmara úmida por 36 horas para permitir a germinação. Ao término da câmara úmida amostras de todas as plantas foram coletadas e observadas em microscopia óptica para se confirmar a germinação dos conídios. Na sequência, as plantas foram transferidas para casa de vegetação, onde foram mantidas até a sua senescência.

Sobrevivência
No Laboratório de Epidemiologia da Esalq, a sobrevivência do patógeno nas folhas das plantas daninhas foi avaliada mensalmente. Também foi realizado teste de patogenicidade, para saber se o fungo além de sobreviver nas plantas daninhas também pode causar sintomas de PFC, quando inoculado em flores. “Observou-se a germinação de conídios e formação de apressórios de C. acutatum na superfície de todas as folhas inoculadas, após 36 horas de câmara úmida. Além disso, o fungo sobreviveu por dois meses em todas as plantas daninhas avaliadas e por até três meses nas plantas de trapoeraba, braquiária e capim colonião. Todos os isolados obtidos, independentemente da espécie de planta daninha e do tempo da inoculação, apresentaram sintomas típicos de PFC em todas as flores de citros inoculadas”, relata o autor do trabalho.

Uma das hipóteses que justifica a ocorrência generalizada da podridão floral em um pomar seria a presença de inóculo viável, seja em plantas de laranja assintomáticas ou em plantas daninhas. “Os resultados obtidos demonstram que plantas daninhas, comumente encontradas em pomares de citros no Estado de São Paulo, podem servir como hospedeiras alternativas de Colletotrichum acutatum, resultando em fonte de inóculo primário para a cultura dos citros”, conclui.

Nos últimos anos a citricultura paulista sofreu intensa migração das regiões produtoras (regiões norte e noroeste do Estado de São Paulo) para novas áreas ao sudoeste do Estado. Esse deslocamento foi motivado não só pelas condições climáticas favoráveis, que dispensam a irrigação, como também pelo baixo valor das terras e menor incidência de doenças que interferem na citricultura. Entretanto, as chuvas periódicas, associadas à alta umidade relativa do ar que se estende durante a florada da cultura na região sudoeste, favorecem a ocorrência da podridão floral dos citros (PFC). “Causada pelo fungo Colletotrichum acutatum, a PFC tem como sintoma típico lesões de coloração alaranjada nas pétalas das flores. Quando não controlada, pode ocasionar queda de até 100% de frutos jovens, tornando seu controle mandatório nos locais em que ocorre com frequência”, explica Frare, que desenvolveu a pesquisa no Programa de Pós-graduação em Fitopatologia da Esalq, com orientação da professora Lilian Amorim, do Departamento de Fitopatologia e Nematologia (LFN).

O biólogo explica que o controle tem sido feito com pulverizações preventivas de fungicidas no momento da florada e que, para melhorar o manejo da doença e reduzir os custos de pulverização, é fundamental o conhecimento da epidemiologia da podridão floral, com caracterização clara do patossistema na região sudoeste paulista. “No entanto, há pouquíssima informação disponível sobre a doença e, em sua maioria, produzida na América Central e na Flórida, EUA. São desconhecidos, por exemplo, o tempo e a forma de sobrevivência do inóculo entre as floradas”.
Fonte: Agência USP

Ministério Meio Ambiente quer dobrar número de consumidores conscientes

Dia do Consumidor, celebra-se o avanço da legislação que protege os interesses dos indivíduos que consomem. O MMA aproveita a data para lembrar de outro direito: o direito a um meio ambiente equilibrado e, para tanto, é preciso dobrar o número de consumidores conscientes, dos atuais 5% da população brasileira, de acordo com pesquisa do Instituto Akatu Responsabilidade Social, para 10% até 2014. "A meta se torna mais ambiciosa diante do aumento, em milhões de pessoas, da classe consumidora no Brasil", diz a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Samyra Crespo.

O Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), construído junto com a sociedade, é um mapa que indica o caminho para atingir objetivos de desenvolvimento sustentável por meio de ações de produção e consumo. Os temas prioritários do plano são: educação para o consumo sustentável; compras públicas sustentáveis; agenda ambiental na administração pública; aumento de reciclagem de resíduos sólidos; varejo sustentável e construções sustentáveis.

Mulheres - Segundo pesquisas do Instituto DataPopular, entre 70% e 80% das decisões de consumo hoje no Brasil são tomadas por mulheres. Portanto, para alcançar o desenvolvimento sustentável é fundamental conquistar as mulheres. Atualmente, está sendo feita uma outra pesquisa para entender esse universo de novos consumidores brasileiros, intitulada "O que os brasileiros pensam sobre o desenvolvimento sustentável" - parte da série histórica "O que o brasileiro pensa do meio ambiente", iniciada em 1992.

"As mulheres hoje são maioria em diversos países. Somos 52% da população no Brasil. Os últimos censos mostram que, além de serem maioria, as mulheres formam a parcela mais escolarizada da população. Evidentemente, qualquer projeto de desenvolvimento de um país não pode abrir mão desse grupo", diz Samyra Crespo, coordenadora da pesquisa.

A data foi criada para lembrar os direitos do consumidor, em 1961, pelo então presidente dos Estados Unidos da América, John F. Kennedy. Em 1994, a ONU reconheceu os direitos do consumidor como uma das diretrizes das Nações Unidas, dando legitimidade e reconhecimento internacional para a data. A ocasião é aproveitada para promover ações que informem e conscientizem a população sobre o consumo mais ético, justo e responsável.
Fonte: MMA

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